*Por Alice Ferreira
Segundo Marina Figueiredo, fundadora da FLUIR Oratória e especialista em neuromarketing e neurobranding, o medo de falar em público pode causar dificuldades com a linguagem corporal e comprometer apresentações e oportunidades profissionais. Ela explica que esse medo está ligado à insegurança gerada pela falta de familiaridade com a situação de exposição e que o medo do julgamento transforma uma situação que deveria ser simples em um grande desafio.
Para ela, os principais obstáculos da comunicação em público são o medo do julgamento alheio, de esquecer uma palavra, de cometer um erro, de parecer despreparado ou de ser considerado incapaz, o que leva as pessoas a evitar situações em que se posicionar é uma possibilidade.
Para os jovens que estão na escola, isso pode aparecer na resistência a apresentar um trabalho ou participar de atividades como debates. Marina observa que a segurança na hora de se comunicar não depende da ausência completa de nervosismo; é preciso aprender a lidar com essas sensações para que elas não impeçam que a pessoa se expresse.
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"Às vezes, antes mesmo de começar uma apresentação, a pessoa já imaginou que vai esquecer tudo, que será criticada ou que passará vergonha. Na programação neurolinguística (PNL), trabalhamos a percepção dessas experiências subjetivas e a forma como cada pessoa interpreta uma situação. Identificar esses pensamentos é um primeiro passo para desenvolver uma relação mais consciente com a comunicação", diz Marina ao tratar dos pensamentos antecipatórios.
Segundo a especialista, essa dificuldade não está diretamente ligada a uma fobia: o desconforto pode surgir apenas porque a pessoa não desenvolveu o hábito de se expressar publicamente. Se o medo é intenso e persistente e compromete a vida pessoal ou profissional, ela recomenda buscar a avaliação de um profissional de saúde mental.
"A oratória não é um dom reservado a algumas pessoas. É uma habilidade que pode ser desenvolvida. Quando alguém percebe que consegue organizar suas ideias, sustentar um argumento e se comunicar com naturalidade, passa a enxergar possibilidades que antes pareciam distantes. E isso não acontece apenas em cima de um palco, mas nas pequenas situações do dia a dia", conclui Marina.
*Estagiária sob supervisão de Ana Sá