Covid-19

Trump pode ainda não estar "completamente fora de perigo", diz seu médico

"Embora ele possa não estar ainda completamente fora de perigo, a equipe e eu concordamos que todas as nossas avaliações e, mais importante, seu estado clínico, apoiam o retorno seguro do presidente para casa"

Agência France-Presse
postado em 05/10/2020 17:04 / atualizado em 05/10/2020 18:09
 (crédito: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP)
(crédito: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou que deixará o hospital na noite desta segunda-feira (5) para continuar seu tratamento contra a covid-19 na Casa Branca, pode ainda não estar "completamente fora de perigo", disse seu médico.

"Embora ele possa não estar ainda completamente fora de perigo, a equipe e eu concordamos que todas as nossas avaliações e, mais importante, seu estado clínico, apoiam o retorno seguro do presidente para casa, onde ele estará cercado por atendimento médico de classe mundial 24 horas por dia, sete dias por semana", disse o médico da Casa Branca, Sean Conley, a repórteres.

Trump, de 74 anos, está internado no centro médico militar Walter Reed, nos arredores de Washington, desde a sexta-feira, horas depois de anunciar que havia testado positivo para o novo coronavírus. Conley disse que nas últimas 24 horas Trump continuou melhorando e cumpria as condições para ter alta, mas destacou que a próxima semana será chave para dar um "último suspiro de alívio".

"Todos estamos sendo cautelosamente otimistas e vigilantes porque nos encontramos em um território desconhecido quando se trata de um paciente que recebeu os tratamentos que recebeu tão cedo" no curso da doença, disse.

Trump recebeu na sexta-feira na Casa Branca uma forte dose (8 gramas) de um tratamento experimental da empresa de biotecnologia Regeneron. Também é submetido a um tratamento com o antiviral remdesivir, o primeiro a receber uma autorização de emergência contra a covid-19.

Além disso, desde o sábado Trump está recebendo dexametasona, um corticoide para doenças graves e pacientes hospitalizados com a covid que provou reduzir a mortalidade. Esse remédio da família dos esteroides combate inflamações que podem comprometer seriamente os pulmões e outros órgãos vitais.

Trump toma também zinco, vitamina D, famotidina (que pode ser usada contra o refluxo), melatonina (generalmente receitada contra a insônia) e uma aspirina diária, segundo nota de Conley na sexta-feira.

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