ADEUS AO ÍDOLO

Com expectativa de 1 milhão de pessoas, velório de Maradona começa na Casa Rosada

Desde o início da madrugada, milhares de torcedores formavam uma fila. Houve um princípio de confusão na hora da abertura dos portões, mas sob muita emoção, os fãs foram entrando aos poucos e deram adeus a Maradona.

Correio Braziliense
postado em 26/11/2020 08:06 / atualizado em 26/11/2020 09:35
 (crédito: Ronaldo Schemidt/AFP)
(crédito: Ronaldo Schemidt/AFP)
O velório do corpo do ídolo do futebol, Diego Maradona, que morreu aos 60 anos, começou por volta das 6h da manhã (horário de Brasília) desta quinta-feira, (26/11), na Casa Rosada, sede do governo da Argentina. O ex-jogador foi vítima de uma parada cardiorrespiratória.

Antes mesmo dos portões se abrirem, houve empurra-empurra entre os dãs do craque e alguns policiais. Segundo a imprensa local, uma pessoa ficou ferida na confusão.

Já dentro do palácio, os torcedores passam rapidamente pelo corpo de Maradona, alguns acenam com bandeiras e se emocionam diante do ídolo. A expectativa é que mais de 1 milhão de pessoas passe pelo local até as 16h.

O caixão de Maradona está fechado e coberto por uma bandeira da Argentina e por duas camisas, uma do Boca Juniors, clube do coração de Maradona, e outra da seleção nacional.

Diego Maradona será enterrado no cemitério Jardins de Bella Vista, em Buenos Aires, porém o horário do sepultamento ainda não havia sido confirmado pela família até momentos antes do início do velório.

Assista ao vivo:


Maradona morreu em casa, na cidade de Tigre, a norte de Buenos Aires. Ele se recuperava de uma cirurgia na cabeça.

O ídolo argentino foi internado no começo do mês. Sua última aparição pública foi em 30 de outubro, dia em que completou 60 anos. Na ocasião, ele compareceu à partida de estreia do Gimnasia e Esgrima La Plata, do qual era treinador, no campeonato argentino, mas deixou o local após alguns minutos, com a ajuda de assistentes.


Destaque na imprensa internacional 

A notícia da morte de uma das maiores lendas do futebol é destaque nos principais meios de comunicação da América Latina e da Europa. O Clarín, o primeiro veículo a noticiar a morte do jogador, estampa a imagem de Maradona erguendo a taça da Copa do Mundo de 1986 junto com a frase: "Não haverá ninguém igual". Outro veículo argentino, o Olé, especializado em esportes, também relembra o jovem Maradona que liderou a Seleção da Argentina na Copa do Mundo de 86 com a legenda: "1960 - Infinito".

O jornal inglês The Guardian estampa uma imagem de Diego junto a uma frase de Pelé: "Perdi um grande amigo e o mundo perdeu uma lenda". Já o The Mirror, também da Inglaterra, relembrou o episódio em que o jogador ganhou o apelido de "mão de Deus", graças a um polêmico gol marcado por Maradona em uma partida da seleção argentina contra a Inglaterra pelas quartas-de-final da Copa de 86. Poucos anos antes, a Argentina havia perdido a guerra pela soberania das Ilhas Malvinas, hoje território ultramarino do Reino Unido. O gol, naquele momento, foi visto como certa justiça poética pelos argentinos.




  • Diego Maradona
    Diego Maradona Foto: Deshakalyan CHOWDHURY
  • Velório de Diego Maradona na Casa Rosada
    Velório de Diego Maradona na Casa Rosada Foto: Presidência da Argentina
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