Política externa

Rússia se retira do tratado de defesa Céus Abertos

O Tratado Céus Abertos permite que países sobrevoem territórios para avaliar estratégias militares

Agência France-Presse
postado em 15/01/2021 10:06
 (crédito:  AFP / SPUTNIK / Mikhail KLIMENTYEV)
(crédito: AFP / SPUTNIK / Mikhail KLIMENTYEV)

Moscou, Rússia - O governo russo anunciou, nesta sexta-feira (15/1), que está se retirando do tratado Céus Abertos, acordo que permite sobrevoar territórios e verificar movimentos militares entre os signatários, porque os Estados Unidos também abandonaram o acordo no ano passado.

Lamentando "os obstáculos para que o tratado continue a funcionar nas atuais circunstâncias", o ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou que estava iniciando o processo de "retirada da Federação Russa do acordo Céus Abertos".

Os Estados Unidos deixaram oficialmente o acordo internacional, originalmente assinado por 35 países e que entrou em vigor em 2002, em 22 de novembro de 2020.

Desde então, "o equilíbrio de interesses dos Estados participantes (...) foi consideravelmente perturbado, graves danos ao seu funcionamento foram causados e o papel do tratado Céus Abertos como instrumento de reforço da confiança e da segurança foi dizimado", considerou a diplomacia russa.

Moscou afirma, entretanto, que fez todo o possível para salvar o pacto, mas suas propostas concretas "não receberam o apoio dos aliados dos Estados Unidos".

O tratado Céus Abertos dá a cada país signatário "o direito de realizar e a obrigação de aceitar voos de observação sobre seu território", para transmitir o controle de suas atividades militares e instalações estratégicas.

Vários países europeus, incluindo França, Alemanha, Bélgica e Espanha, lamentaram a retirada dos Estados Unidos no ano passado, embora tenham indicado compartilhar as preocupações de Washington, para quem Moscou não respeitava as disposições do tratado.

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