Conflitos

Três palestinos mortos em tiroteio com forças israelenses na Cisjordânia

A presidência palestina condenou as mortes e acusou Israel de ser "responsável por esta escalada". Também advertiu que a operação pode provocar novas tensões "perigosas

Agência France-Presse
postado em 10/06/2021 08:43
 (crédito: Ahmad Gharabli/AFP)
(crédito: Ahmad Gharabli/AFP)

Três palestinos morreram nesta quinta-feira (10/6) na Cisjordânia ocupada em um tiroteio com as forças israelenses durante uma operação para deter pessoas procuradas na cidade de Jenin, um dos redutos históricos dos protestos palestinos.

As forças especiais israelenses procuravam em Jenin por dois palestinos suspeitos de atirar contra os militares, quando um dos dois homens abriu fogo na direção das tropas israelenses.

As forças israelenses responderam com tiros e mataram um dos dois indivíduos e feriram gravemente o outro, de acordo com uma fonte das forças do Estado hebreu.

Mais tarde, dois agentes palestinos de uma delegacia local atiraram na direção das forças israelenses, que responderam e mataram ambos, informou a mesma fonte.

"As forças israelenses organizaram uma operação para deter dois terroristas que executaram ataques armados. Um palestino que abriu fogo morreu", afirmou à AFP uma fonte das forças de segurança israelenses.

A agência oficial palestina Wafa confirmou o balanço de três palestinos mortos no tiroteio.

O primeiro palestino morto pelos israelenses foi Jamil al Amuri, informou o ministério palestino da Saúde.

Os outros dois, Adham Eleiwi e Taysir Issa, eram membros do serviço de inteligência militar da Autoridade Palestina, informaram fontes das forças de segurança palestinas.

Nenhum soldado israelense foi ferido no tiroteio.

O funeral dos três palestinos acontecerá nesta quinta-feira e as autoridades palestinas convocaram uma greve e uma passeata para denunciar as mortes em Jenin cidade que é cenário frequente de confrontos.

A presidência palestina condenou as mortes e acusou Israel de ser "responsável por esta escalada". Também advertiu que a operação pode provocar novas tensões "perigosas

As forças israelenses organizam operações de detenção com frequência na Cisjordânia ocupada.

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