Imunizante

Estudo descarta que vacina da Pfizer aumente risco cardiovascular acima de 75 anos

Em maio, um estudo concluiu que a vacinação reduzia em 87% o risco de formas graves da covid-19 nas pessoas com esta idade

Agência France-Presse
postado em 19/07/2021 12:49
 (crédito: JUSTIN TALLIS/AFP)
(crédito: JUSTIN TALLIS/AFP)

A vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech não aumenta o risco de problemas cardiovasculares graves, como infarto, trombose, ou embolia pulmonar, nas pessoas acima de 75 anos - informa um estudo oficial francês divulgado nesta segunda-feira (19/7).

A vacinação com este fármaco "não parece estar associada a um aumento do risco de eventos cardiovasculares graves nas pessoas de 75 anos, ou mais", tanto após a primeira dose, quanto após a segunda, concluem os autores de estudo realizado pelo grupo científico Epi-Phare, ligado ao governo.

Os pesquisadores consideraram o conjunto de hospitalizações de pessoas acima de 75 anos por infartos, trombose, ou embolia pulmonar, entre dezembro de 2020 e março de 2021, e fizeram uma comparação entre vacinados e não vacinados.

Segundo o estudo, a frequência destes episódios entre um grupo e outro "não difere significativamente".

Seus autores vão continuar monitorando os dados disponíveis "para medir estes riscos em pessoas com antecedentes de doenças cardiovasculares, em populações mais jovens e em pacientes vacinados com outras vacinas anticovid".

A França começou sua campanha de vacinação no final de dezembro de 2020, concentrando-se, inicialmente, apenas nas pessoas mais velhas. Este grupo foi imunizado, essencialmente, com o fármaco da Pfizer/BioNTech.

Em maio, um estudo do mesmo grupo - baseado, sobretudo, nos dados deste imunizante - concluiu que a vacinação reduzia em 87% o risco de formas graves da covid-19 nas pessoas com mais de 75 anos, transcorridos sete dias da segunda dose.

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