Fronteira

Angústia em cidade fronteiriça polonesa devido à crise migratória com Belarus

Na fronteira entre a Polônia e Belarus, os moradores estão preocupados com o aumento das tensões, mas declaram seu apoio à posição do governo polonês

Agence France-Presse
postado em 11/11/2021 14:17
 (crédito:  AFP)
(crédito: AFP)

Em uma pequena cidade mergulhada na crise migratória na fronteira entre a Polônia e Belarus, os moradores estão preocupados com o aumento das tensões, mas declaram seu apoio à posição firme do governo polonês.


Desde segunda-feira, quando centenas de migrantes marcharam em direção à fronteira polonesa vindos de Belarus, filas de veículos policiais e militares passaram por Sokolka, de cerca de 19.000 habitantes.


"Temo que os migrantes cruzem a fronteira e as consequências que isso possa ter", disse Henryk Lenkiewicz, aposentado de 67 anos.


No entanto, Regina, 79 anos, diz que está mais preocupada com a tensão com Belarus do que com o problema dos migrantes.


“Temos medo da situação com Belarus. Há dezenas de carros de polícia entrando e saindo da cidade”, diz ela enquanto espera o ônibus.


O governo acusou Misnk de "terrorismo de Estado", alegando que o regime traz imigrantes, principalmente do Oriente Médio, para as fronteiras da UE.


A Polônia enviou 15.000 soldados para ajudar a polícia e os guardas de fronteira a impedir a passagem de migrantes.


"Os moradores estão sob constante estresse", disse o vice-prefeito Piotr Romanowicz.

 

 Prontos para ajudar 


Como o resto da Polônia, a cidade foi decorada nesta quinta-feira com vermelho e branco - as cores nacionais - para o Dia da Independência Nacional. Aqui e ali, é possível ver cartazes de apoio às forças polonesas, incluindo um que pede aos habitantes que ofereçam sanduíches aos soldados.


O destino dos migrantes, que acampam em condições desastrosas além de uma cerca de arame farpado erguida pela Polônia a cerca de 15 quilômetros de distância, não é a primeira preocupação dos habitantes.


“Quem quiser ajudá-los que receba uma família por cinco anos”, disse Aniela, 57 anos, cujo carro foi parado por guardas de fronteira em um dos muitos postos de controle que buscam migrantes.


Mas, segundo Romanowicz, a cidade está disposta a ajudar os migrantes, porque “alguns deles se encontraram nesta situação sem culpa nenhuma”.


Uma organização não governamental, a Fundação Ocalenie, ajuda aqueles que conseguiram sobreviver.


“Estamos aqui desde agosto e vemos cada vez mais pessoas tentando cruzar a fronteira irregularmente”, disse a ativista Anna Chmielewska.


“Eles estão cada vez mais cansados e têm cada vez menos esperança de sucesso”, lamenta. Como outras instituições de caridade, sua fundação não está autorizada a operar na área de fronteira, que está em estado de emergência.


“Não acredito que vivemos um momento como este. Estamos aqui, prontos para ajudar, mas nada podemos fazer”, lamenta.


 

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