Grande festival

Festival de música na Arábia Saudita tem recorde de mais de 700.000 espectadores

Este macro-evento ocorreu em um momento em que a Arábia Saudita vivencia um aumento dos casos de contágio por covid-19, com os temores sobre a propagação da nova variante ômicron como pano de fundo

Agência France-Presse
postado em 20/12/2021 10:52
 (crédito: FAYEZ NURELDINE / AFP)
(crédito: FAYEZ NURELDINE / AFP)

Riade, Arábia Saudita- Mais de 700.000 espectadores, um recorde, compareceram aos quatro dias de festival de música MDLBeast Soundstorm na Arábia Saudita, apesar de um aumento dos casos de covid, informaram as autoridades do reino ultraconservador nesta segunda-feira (20).

A monarquia de petróleo do Golfo se abriu nos últimos anos para eventos culturais e esportivos internacionais, mas as ONGs de defesa dos direitos humanos veem nisso uma forma de instrumentalização do lazer para desviar a atenção sobre a repressão aos opositores e ativistas.

"A participação total alcançou 732.000 pessoas ao longo (dos quatro dias) de desenvolvimento do festival, um dos maiores do mundo", tuitou Turki al Sheij, que está à frente da autoridade de Entretenimento.

As ONGs pediram às estrelas internacionais, entre elas o DJ francês David Guetta, que boicotassem este evento que terminou no domingo, ou que denunciassem publicamente as violações aos direitos humanos na Arábia Saudita.

"Nunca antes vimos algo parecido em Riade - multidões, música, salas VIP e roupas que não estão de acordo" com as tradições do país, afirmou uma mulher presente no festival.

Este macro-evento ocorreu em um momento em que a Arábia Saudita vivencia um aumento dos casos de contágio por covid-19, com os temores sobre a propagação da nova variante ômicron como pano de fundo.

A Arábia Saudita tenta - assim como outras monarquias do Golfo - diversificar sua economia ultradependente do petróleo e melhorar sua imagem.

No final de novembro, a ONG Human Rights Watch (HRW) pediu a Justin Bieber, Jason Derulo e A$AP Rocky, que lideravam o cartaz de um recital em Jidá, às margens do mar Vermelho, que "tomassem uma posição pública" sobre as violações aos direitos humanos no reino saudita.

 

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