Guerra no leste europeu

Governo russo recomenda suspensão da exportação de fertilizantes

Nesta semana, os transportes marítimos responsáveis por enviar as remessas decidiram paralisar os contêiners devido aos ataques da Rússia na Ucrânia. Medida acerta em cheio o Brasil

Cristiane Noberto
postado em 04/03/2022 15:04 / atualizado em 04/03/2022 15:05
 (crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press)
(crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press)

O Ministério do Comércio e Indústria da Rússia recomendou nesta sexta-feira (4/3) a suspensão temporária de todas as exportações de fertilizantes para o mundo, o que acerta em cheio o Brasil. Quase 25% desses produtos consumidos no país vêm de lá.

“O ministério teve que recomendar aos produtores russos que suspendam temporariamente os embarques de exportação de fertilizantes russos até que as transportadoras retomem o trabalho rítmico e forneçam garantias de que as exportações de fertilizantes russos serão totalmente concluídas”, diz a nota da pasta russa.

Nesta semana, os transportes marítimos responsáveis por enviar as remessas decidiram paralisar os contêiners devido aos ataques da Rússia na Ucrânia. 

No comunicado, o Kremlin afirma que as falhas terão "impacto direto na segurança nacional em vários países" e que poderão "causar séria escassez de alimentos para centenas de milhões de pessoas já no médio prazo”.

As empresas russas Phosagro, Uralchem, Uralkali, Acron e Eurochem são os maiores exportadores e responsáveis pelo fornecimento na Ásia e para o Brasil.

Sem fertilizante até o fim da guerra

A ministra da agricultura, Tereza Cristina, afirmou, durante a live do presidente ontem que, enquanto houver guerra, não será possível restabelecer a importação de fertilizantes.

“O problema não é a Rússia restabelecer. O que nós temos é uma suspensão desse comércio porque não temos como pagar e nem temos navios seguros para poder carregar esses fertilizantes. O problema é da guerra. Enquanto estiver acontecendo a guerra é totalmente descartada a possibilidade de receber daqueles dois países: Rússia e Belarus”, disse.

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