FRANÇA

França quer médicos estrangeiros para combater "desertos médicos"

O presidente francês já anunciou a regularização dos médicos de fora da União Europeia (UE) que estão trabalhando na França. Anúncio foi feito o primeiro-ministro, Gabriel Attal

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro francês, Gabriel Attal
       -  (crédito: MIGUEL MEDINA / AFP)
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro francês, Gabriel Attal - (crédito: MIGUEL MEDINA / AFP)
postado em 31/01/2024 13:53 / atualizado em 31/01/2024 13:54

A França nomeará um enviado para atrair médicos estrangeiros, como parte de um plano para combater a escassez desses profissionais de saúde, anunciou nesta terça-feira (30/1) o primeiro-ministro francês, Gabriel Attal.

Os "desertos médicos" são um problema politicamente sensível na França, em especial em áreas rurais, mas o governo se nega a obrigar esses profissionais liberais a se instalarem nessas regiões.

À espera dos efeitos do aumento de vagas nos cursos de Medicina na França, Attal anunciou a adoção de "soluções robustas" em seu plano de "rearmamento" do sistema de saúde.

"Nomearei um enviado encarregado de buscar médicos no exterior que queiram trabalhar na França", anunciou o primeiro-ministro perante a Assembleia Nacional (Câmara baixa) durante seu discurso de política geral.

O presidente francês, Emmanuel Macron, já anunciou a regularização dos médicos de fora da União Europeia (UE) que estão trabalhando na França, lembrou Attal.

Médicos de emergência, psiquiatras, ginecologistas, clínicos gerais... Há mais de duas décadas, a falta de profissionais levou à contratação de médicos de fora da UE, essenciais durante a pandemia.

Conhecidos como "Padhue", os médicos formados fora da UE são atualmente entre 4.000 e 5.000, segundo vários sindicatos, apesar de receberem menos do que seus colegas europeus.

No entanto, cerca de 2.000 estão em situação instável desde o final de dezembro, pois não conseguiram passar em um teste de verificação de conhecimentos para continuar exercendo a profissão.

A reforma migratória aprovada em dezembro prevê a criação de um novo visto de residência plurianual destinado a compensar a falta de pessoal nas áreas médica e farmacêutica.

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