Às vésperas do conclave, o cardeal Joseph Coutt, em entrevista ao Correio, falou sobre o desafio da igreja em escolher o próximo papa. O religioso afirmou que, neste conclave, será "um pouco mais difícil de escolher" um novo sucessor. "Nós não podemos ficar tentando adivinhar, sabe, no último conclave não imaginávamos que teríamos uma papa da América do Sul, da Argentina", explicou.
Arcebispo do Paquistão, um país com 95% da população muçulmana, Coutts participará pela primeira vez no processo de escolha de um novo papa. Ele ressalta a dificuldade desta escolha e destacou também a espiritualidade do momento. "No conclave, a primeira coisa que fazemos é orar, ficar em silêncio e meditar. E realmente pensar no que Deus está nos dizendo, pois não é um trabalho fácil". Coutts ainda pediu orações dos fiéis. "Vocês são a Igreja, orem por nós, nos guiando", afirmou.
Conclave ocorrerá em 7 de maio
Há menos de uma semana, 133 cardeais decidirão o futuro da Igreja Católica. Para especialistas na Santa Sé, a eleição do sucessor do apóstolo Pedro e do papa Francisco é um das mais incertas dos últimos tempos. A escolha do sucessor, são necessários os dois terços dos votos, ou seja 89. Para tanto, os cardeais precisam de articulações e capacidade de convencimento.
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O conclave terá início em 7 de maio, às 10h (5h em Brasília), com uma missa celebrada na Basílica de São Pedro por Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício. Às 16h30 (hora local), os cardeais entrarão na Capela Sistina, farão uma oração conjunta e, depois, saem em procissão solene no local entoando o cântico Veni Creator ("Vindm Criador").
Depois de um juramento em que prometem guardar silêncio absoluto sobre tudo o que acontecer na Capela Sistina, eles começarão a votar, na quarta-feira, haverá apenas uma votação. Na quinta (8/5), serão duas pela manhã e duas tarde, e assim nos próximos dias, até que algum cardeal tenha dois terços dos votos.
