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Chefe da ONU pede a Israel que reverta proibição de ONGs em Gaza

A proibição inclui a Médicos Sem Fronteiras (MSF), que conta com 1.200 membros de pessoal nos territórios palestinos

 UN Secretary General Antonio Guterres gestures during a press conference at the COP30 UN Climate Change Conference in Belem, Para State, Brazil on November 20, 2025. Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva put his "roadmap" from fossil fuels back at the top of UN climate talks in Belem on Wednesday, despite the failure of a bold bid to seal an early deal. (Photo by Pablo PORCIUNCULA / AFP)
       -  (crédito: Pablo PORCIUNCULA / AFP)
UN Secretary General Antonio Guterres gestures during a press conference at the COP30 UN Climate Change Conference in Belem, Para State, Brazil on November 20, 2025. Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva put his "roadmap" from fossil fuels back at the top of UN climate talks in Belem on Wednesday, despite the failure of a bold bid to seal an early deal. (Photo by Pablo PORCIUNCULA / AFP) - (crédito: Pablo PORCIUNCULA / AFP)

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta sexta-feira (2) a Israel que reverta sua decisão de proibir o acesso à Faixa de Gaza a numerosas organizações humanitárias internacionais, segundo um comunicado de seu porta-voz.

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Guterres "pede que essa decisão seja revertida, sublinhando que as organizações internacionais não governamentais são indispensáveis para o trabalho humanitário que salva vidas e que a suspensão corre o risco de minar os frágeis avanços alcançados durante o cessar-fogo", afirmou seu porta-voz Stéphane Dujarric em um comunicado.

Israel confirmou na quinta-feira a proibição de acesso a Gaza para 37 organizações de ajuda humanitária, depois que essas ONGs se recusaram a compartilhar listas de seus funcionários palestinos com autoridades do governo israelense.

"Essa ação agravará ainda mais a crise humanitária enfrentada pelos palestinos", acrescentou a declaração da ONU.

A proibição inclui a Médicos Sem Fronteiras (MSF), que conta com 1.200 membros de pessoal nos territórios palestinos, a maioria deles em Gaza.

Também figuram na lista o Conselho Norueguês para os Refugiados, a World Vision International, a CARE e a Oxfam.

As ONGs incluídas na proibição receberam ordem para encerrar suas operações antes de 1º de março. Várias afirmaram que as exigências violam o direito internacional humanitário ou colocam em risco sua independência.

Israel sustenta que a nova regulamentação tem como objetivo impedir que entidades acusadas de apoiar o terrorismo operem nos territórios palestinos.

Uma frágil trégua vigora em Gaza desde outubro, após a guerra desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas em território israelense, em 7 de outubro de 2023.

Em novembro, as autoridades de Gaza afirmaram que mais de 70 mil pessoas morreram desde o início da guerra.

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Por AFP
postado em 02/01/2026 23:47
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