VENEZUELA

Papa pede que vontade do povo venezuelano seja respeitada

Leão XIV também ressaltou o respeito aos direitos humanos e a diplomacia, depois do ataque dos EUA que capturou o presidente Nicolás Maduro e a esposa

O Papa Leão XIV fala enquanto preside uma Santa Missa pela Solenidade de Maria Mãe de Deus como parte das celebrações de Ano Novo na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em 1º de janeiro de 2026. (Foto de Alberto PIZZOLI / AFP) -  (crédito:  AFP)
O Papa Leão XIV fala enquanto preside uma Santa Missa pela Solenidade de Maria Mãe de Deus como parte das celebrações de Ano Novo na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em 1º de janeiro de 2026. (Foto de Alberto PIZZOLI / AFP) - (crédito: AFP)

O papa Leão XIV afirmou, nesta sexta-feira (9), que o aumento das tensões no Caribe e no Pacífico é motivo de "grave preocupação" e pediu que se "respeite a vontade do povo venezuelano", após o ataque dos Estados Unidos que derrubou o presidente Nicolás Maduro.

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"A escalada de tensões no mar do Caribe e ao longo da costa pacífica americana é motivo de grave preocupação (...) Isso se refere em particular à Venezuela, à luz dos acontecimentos recentes", disse o papa em audiência com membros do corpo diplomático credenciado junto à Santa Sé.

Desde agosto, os Estados Unidos mobilizaram contingente militar no Caribe - incluindo três navios destróieres equipados com lançadores de mísseis e hangares - e bombardearam embarcações procedentes da Venezuela em nome do combate às drogas, operações cuja legalidade foi questionada por especialistas, ONGs e autoridades das Nações Unidas.

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Também realizaram ataques semelhantes no Pacífico oriental, sem apresentar provas de que as pessoas a bordo fossem traficantes de drogas.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram posteriormente capturados em 3 de janeiro, em um ataque militar surpresa durante a madrugada, em Caracas, uma operação que agitou o cenário diplomático mundial.

"Renovo meu apelo para que se respeite a vontade do povo venezuelano e que os direitos humanos e civis de todos sejam preservados, garantindo um futuro de estabilidade e concórdia", acrescentou o pontífice.

O líder católico também pediu que se busquem "soluções políticas pacíficas para a situação atual, levando em conta o bem comum dos povos e não a defesa de interesses partidários".

Leão XIV criticou ainda o uso crescente da força como forma de conduzir as relações internacionais.

"A guerra voltou a estar na moda e o entusiasmo bélico se espalha. Rompeu-se o princípio estabelecido após a Segunda Guerra Mundial, que proibia os países de usar a força para violar as fronteiras alheias", disse o bispo de Roma.

"A diplomacia que promove o diálogo e busca o consenso entre todas as partes está sendo substituída por uma diplomacia baseada na força", enfatizou.


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Por AFP
postado em 09/01/2026 09:07
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