
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (20/1) que o Conselho de paz proposto por seu governo “pode” substituir a Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, realizada para marcar um ano desde o retorno de Trump ao cargo.
Na conversa com jornalistas, Trump disse ser “um grande fã do potencial” da ONU, mas alegou que a entidade “nunca esteve à altura do seu potencial”. “A ONU simplesmente não tem sido muito útil”, afirmou, ao defender que a organização deveria ter resolvido guerras e crises internacionais que, segundo ele, foram enfrentadas por sua administração sem recorrer ao sistema das Nações Unidas.
A fala ocorreu após pergunta da correspondente Raquel Krähenbühl, da TV Globo, sobre a ambição do conselho e se a iniciativa seria pensada como alternativa à ONU. Na mesma interação, Trump também mencionou que espera um “grande papel” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no colegiado, ao confirmar que enviou convite ao brasileiro.
Na entrevista coletiva de aniversário de um ano de governo, o presidente Donald Trump, por 1h20min, exaltou as suas conquistas e criticou adversários. So depois abriu pra perguntas. Ele nos concedeu a primeira. Aproveitei e fiz três.
— Raquel Krähenbühl (@Rkrahenbuhl) January 21, 2026
Trump me disse que o conselho da paz dele… pic.twitter.com/raKZm8UNTp
O chamado “Conselho de Paz” foi criado por Trump para negociar o encerramento da guerra entre Israel e Hamas em Gaza, com a proposta de acompanhar os desdobramentos do acordo e atuar como instância de coordenação política. O governo americano tem enviado convites a líderes estrangeiros para compor o grupo.
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A reação da própria ONU veio ainda no mesmo dia. À CNN, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários e coordenador de Socorro de Emergência, Tom Fletcher, afirmou que o conselho proposto por Trump não substituirá as Nações Unidas e que a organização seguirá existindo. “Está claro para mim, e para meus colegas também, que as Nações Unidas não vão a lugar nenhum”, disse.

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