
Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, deixará o comando das operações anti-imigração no estado americano de Minnesota. A decisão da Casa Branca foi confirmada pelo The New York Times e pela revista The Atlantic, nesta segunda-feira (26/1).
Na terça (27), os agentes da ICE também devem começar a se retirar da cidade de Minneapolis, onde dois cidadãos norte-americanos foram mortos durante a operação.
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Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o comando das operações no estado de Minnesota será assumido por Tom Homan, ex-chefe da ICE e “czar da fronteira” do republicano. Bovino deverá retornar ao antigo posto, na Califórnia, onde permanecerá até se aposentar em breve.
A trajetória do comandante da Patrulha de Fronteira à frente das operações anti-imigração é marcada por confrontos entre os agentes da ICE e manifestantes. Antes de Minneapolis, comandou intervenções em Chicago, Nova Orleans e Charlotte, tornando-se uma das principais faces da linha-dura da política trumpista.
Em tom de apaziguamento após a onda de protestos contra as operações da ICE que tomou conta dos Estados Unidos, Trump também afirmou que conversou com o governador de Minnesota, Tim Waltz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, ambos do Partido Democrata. O republicano se referiu às ligações em tom positivo nas redes sociais, ressaltando a colaboração para diminuir a criminalidade na região.
Crise em Minnesota
Desde a chegada de agentes da ICE, em dezembro, a cidade de Minneapolis - capital do estado de Minnesota - se tornou palco de confrontos entre autoridades e manifestantes.
A situação se agravou após um agente matar a tiros Renee Good, em 7 de janeiro. Na ocasião, o governo Trump acusou a dona de casa de ser uma “terrorista doméstica”.
No sábado (24), Alex Pretti, um enfermeiro, também foi morto enquanto filmava uma abordagem. Ambos estavam desarmados.
Gregory Bovino chegou a afirmar, sem provas, que Pretti planejava atacar policiais no momento em que foi baleado. “O suspeito se colocou nessa situação, em que um indivíduo queria causar o máximo de danos e massacrar os agentes da lei”, declarou.
Em outro momento infame da operação, uma criança de 5 anos foi detida por agentes da imigração. Segundo autoridades educacionais da cidade, o menino, identificado como Liam Conejo Ramos, foi utilizado como “isca” pelos agentes que procuravam familiares da criança.
Tim Waltz pediu que Donald Trump retire os agentes do estado “antes que eles matem outro americano”. Em resposta, o presidente acusou Waltz de “incitar a insurreição” e exigiu que as autoridades deixem os agentes da ICE “fazerem seu trabalho”.
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