
Uma foto emoldurada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin, agora faz parte da decoração da Casa Branca. O registro foi colocado no Palm Room, salão que liga a Ala Oeste à residência presidencial, e mostra os dois durante a cúpula realizada no Alasca, em agosto do ano passado.
O encontro marcou o primeiro encontro presencial entre presidentes dos EUA e da Rússia desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022. À época, a reunião já havia sido alvo de críticas de democratas, que acusaram Trump de se aproximar excessivamente de Putin em um momento de tensão internacional.
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A presença da foto foi notada nesta terça-feira (27/1) pela correspondente da PBS na Casa Branca, Elizabeth Landers, que publicou imagens nas redes sociais. Segundo ela, o quadro está posicionado acima de uma foto de Trump com um de seus netos. O Palm Room funciona como um saguão para visitantes e passou por reformas no fim de dezembro.
Also something I noticed in a vestibule area that connects the West Wing to the residence that I hadn’t see before: a framed photo of Presidents Trump and Putin at their summer summit in Alaska. Lower photo is President Trump with one of his grandchildren. pic.twitter.com/jabUEmZyay
— Elizabeth Landers (@ElizLanders) January 27, 2026
Procurada pelo jornal britânico The Guardian, a Casa Branca afirmou, por meio de um porta-voz, que a cúpula do Alasca foi um “momento histórico” e que Trump costuma destacar imagens de viagens e encontros considerados importantes. A nota também atribuiu ao encontro avanços em tentativas de aproximação entre Rússia e Ucrânia.
Aliados de Putin reagiram positivamente à exposição da imagem. Kirill Dmitriev, assessor do presidente russo, publicou a foto nas redes sociais com a frase “uma imagem vale mais que mil palavras”.
Já o senador democrata Mark Warner, da Virgínia, afirmou que a escolha simbólica coloca Putin “acima do povo americano”. Na Europa, o deputado estoniano Marko Mihkelson, presidente da comissão de relações exteriores do Parlamento, classificou a atitude como inadequada e disse que o gesto enfraquece a perspectiva de uma paz justa no conflito envolvendo a Ucrânia.

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