
A tatuadora americana Jasmine Mamiya achava que nada mais poderia surpreendê-la no pós-parto. Internada no hospital, se recuperando do nascimento da segunda filha e com poucas horas de sono acumuladas, ela acreditava já ter enfrentado todas as novidades possíveis da maternidade. Foi então que ela descobriu que havia desenvolvido um seio extra, com mamilo, embaixo de um dos braços.
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A revelação foi feita durante a visita de uma consultora de lactação, prática comum para orientar mães que estão começando ou retomando a amamentação. No meio da conversa, a profissional explicou que Mamiya tinha tecido mamário acessório, algo mais comum do que se imagina.
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“Sabe como vacas, cachorros e gatinhos têm aquela fileira de mamilos? Pois é, humanos também têm”, explicou Mamiya em um vídeo publicado no TikTok. “Eu tinha dormido, no máximo, três horas nos dois dias anteriores. Aquilo simplesmente não entrou na minha cabeça”, lembrou.
O que é o tecido mamário acessório?
Durante a gestação, alterações hormonais intensas preparam o corpo feminino para a amamentação. Todas as mulheres, ainda no útero, desenvolvem uma estrutura chamada “linha do leite”, uma faixa invisível que vai das axilas até a virilha. Na maioria dos casos, esse tecido regride antes do nascimento, mas em algumas pessoas pequenas porções permanecem dormentes por anos.
Na gravidez, esses resquícios podem reagir aos hormônios da mesma forma que as mamas principais, inchando, escurecendo e, em casos mais raros, formando mamilos supranumerários.
Mamiya conta que já suspeitava de algo diferente ao notar uma mancha persistente sob a axila durante a gestação. “A região ficou mais escura, do mesmo jeito que os mamilos e aréolas costumam ficar na gravidez. Pensei que fosse só tecido mamário extra”, explicou.
Mas a surpresa veio quando a médica pediu para examinar melhor. “Ela olhou e disse: ‘Sim, você tem um terceiro mamilo na axila’, como se fosse algo fofinho”, contou. Até então, Mamiya acreditava que a mancha escura fosse apenas uma verruga.
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“Descobrir que você tem um mamilo extra na axila antes mesmo de conseguir ir ao banheiro depois do parto é coisa do diabo”, brincou.
A história ganhou ainda mais repercussão quando seguidores passaram a pedir, insistentemente, que Mamiya mostrasse o seio extra. Em um segundo vídeo, ela resolveu atender aos pedidos com bom humor.
“Você nem vai me levar para jantar antes, só quer ver meu seio da axila?”, ironizou, antes de levantar o braço e mostrar a pequena protuberância. Segundo ela, a axila é o local mais comum para o chamado tecido mamário acessório.
“Com o braço abaixado, ninguém percebe. Parece totalmente normal”, explicou. Nos comentários, surgiram dúvidas sobre a possibilidade de o tecido produzir leite. Mamiya garante que não pretende testar.
“Se você acha que eu vou colocar a bomba de tirar leite aqui e ordenhar minha axila, está completamente enganado”, disse. Ela explicou que estimular o local poderia, sim, aumentar a produção de leite, algo que prefere evitar. Ainda assim, relatou que, quando passa muito tempo sem amamentar, o nódulo fica inchado e sensível.
É possível tirar?
Para algumas mulheres, o tecido mamário acessório diminui após o fim da gestação, quando os níveis hormonais retornam ao normal. Em outros casos, a alteração persiste. Mamiya diz que, no futuro, pode considerar uma cirurgia para remover o excesso de tecido, mas reconhece que o mamilo em si não pode ser eliminado.
“Se ele ficar, você aceita. Não tem muito o que fazer”, afirmou. Apesar do choque inicial, ela diz que o episódio está longe de ser a pior surpresa do pós-parto.
“Quem se importa se você tem um terceiro ou um quarto seio? De todas as mudanças que acontecem antes e depois de ter um bebê, essa é uma das mais tranquilas”, destacou, reafirmando as dificuldades do puerpério e dos cuidados com um recém-nascido.
Criadora de conteúdo focado em maternidade e saúde mental, Mamiya afirma que decidiu compartilhar a experiência para jogar luz sobre aspectos pouco discutidos da gravidez e do puerpério. A resposta foi imediata: dezenas de mulheres relataram mudanças corporais semelhantes, formando o que ela apelidou de “irmandade do terceiro mamilo”.
“Como mulheres — e especialmente como mães — nossa vulnerabilidade é nossa maior força. Há tanta coisa que não é falada, tão pouco estudada. Compartilhar essas experiências com honestidade é a única forma de mudar isso”, pontuou.

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