Crise no Irã

Donald Trump faz novas ameaças ao Irã: 'Não vai acabar bem'

Em entrevista, o presidente norte-americano condenou a morte de manifestantes por autoridades iranianas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (13/1), que “medidas muito duras” serão tomadas caso o Irã enforque manifestantes presos. Ele também afirma que “muita ajuda está a caminho” aos iranianos, sem especificar de que forma.

Em entrevista à CBS News, o republicano voltou a condenar a repressão das autoridades iranianas contra os manifestantes que tomaram as ruas do país desde dezembro. 

“Não queremos que o que está acontecendo no Irã se repita. E sabe, se eles querem fazer protestos, tudo bem, mas quando começam a matar milhares de pessoas, e agora você me fala em enforcamento... vamos ver como isso vai acabar para eles. Não vai acabar bem”, declarou.

Quando questionado qual seria o objetivo final de uma intervenção norte-americana no Irã, Trump declarou que busca a vitória. “O objetivo final é vencer. Eu gosto de vencer”, disse.

A declaração vem após a organização humanitária Hengaw informar a condenação de Erfan Soltani, de 26 anos, à pena de morte no Irã. Ele foi preso por suposta conexão com os protestos que exigem a queda do regime dos aiatolás.

A execução de Soltani deve acontecer ainda nesta quarta-feira (14). A Hengaw denuncia que o jovem não tem direito a advogados e que os familiares puderam visitá-lo por apenas 10 minutos.

Mais cedo, Trump utilizou as redes sociais para incitar mais protestos no Irã e pediu que os manifestantes ocupem as instituições. Ele afirma que cancelou todas as reuniões com representantes do país do Oriente Médio até que cessem os assassinatos. 

O número de mortos nos protestos varia de acordo com as fontes. A autoridade iraniana mencionou “cerca de 2 mil mortos” entre manifestantes e integrantes das forças de segurança. Já a Iran Human Rights contabiliza 648 mortos e, pelo menos, 2.600 pessoas presas.

 

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