O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à Suíça nesta quarta-feira (21/1) para participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, depois que um problema elétrico o obrigou a trocar de aeronave, confirmaram jornalistas.
O avião de Trump pousou no aeroporto de Zurique cerca de duas horas depois do horário previsto. O presidente ainda precisa chegar a Davos para proferir seu discurso muito aguardado, em meio às tensões geradas por sua pretensão de anexar a Groenlândia.
O discurso altamente aguardado de Trump no encontro anual da elite econômica e política mundial, ao qual ele comparece pela primeira vez em seis anos, está marcado para as 14h30, horário local (10h30 no horário de Brasília).
"Subordinar a Europa"
Trump insiste que a Groenlândia, uma ilha rica em minerais, é "vital" para a segurança dos Estados Unidos e da Otan contra China e Rússia, em um momento em que o Ártico está derretendo e as superpotências competem por vantagens estratégicas.
O presidente americano aumentou a pressão ao ameaçar impor novas tarifas de até 25% a oito países europeus por apoiarem a Dinamarca, incluindo Reino Unido, França e Alemanha.
Trump, por outro lado, descartou as ameaças europeias de acionar seu mecanismo anticoercitivo conhecido como "bazuca comercial" contra os Estados Unidos.
"Qualquer coisa que eles façam conosco (...), tudo o que eu preciso fazer é responder e isso se voltará contra eles", disse ele em entrevista à News Nation.
Na terça-feira, em Davos, Macron, usando óculos escuros devido a uma lesão ocular, alertou contra as tentativas dos EUA de "subordinar a Europa" e classificou a ameaça de novas tarifas como "inaceitável".
Nesta quarta-feira, a França solicitou um exercício da Otan na Groenlândia e afirmou estar disposta a contribuir, segundo a Presidência.
Enquanto isso, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, foi ovacionado ao declarar no fórum que "o Canadá apoia firmemente a Groenlândia e a Dinamarca".
Ottawa tem buscado reduzir sua dependência de Washington desde que Trump defendeu que o país se tornasse "o estado 51" dos Estados Unidos.
Segundo a Casa Branca, Trump focará seu discurso em Davos na economia americana, em um momento em que o alto custo de vida ameaça o sucesso dos republicanos nas eleições de meio de mandato. Apesar disso, a situação na Groenlândia será o pano de fundo.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
