
A Fontana di Trevi, em Roma, começou a cobrar a entrada dos turistas nesta segunda-feira (2), tornando-se o mais recente monumento famoso a buscar financiamento para combater a superlotação de visitantes.
Turistas posaram ao sol em frente à obra-prima barroca após pagarem uma taxa de dois euros (R$ 12,44, na cotação atual) para acessar a fonte, que atrai multidões nesta era do turismo de massa.
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"Diga-me que não vale dois euros! Vale milhares, senão milhões, é linda!", disse à AFP a turista polonesa Agata Harezlak, de 41 anos.
O local da cena mais famosa do filme "La Dolce Vita" (A Doce Vida, no Brasil), de Federico Fellini, lidera a lista de atrações imperdíveis para muitos visitantes da Cidade Eterna.
O britânico Phillip Willis, vestindo bermuda e camiseta apesar do frio, disse estar encantado por conseguir "uma foto decente de mim mesmo sem ser bombardeado por um monte de gente".
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Grande parte da praça permanece aberta ao público, e muitos preferem tirar fotos dali em vez de pagar por uma vista melhor.
A Prefeitura estima que essa taxa de entrada possa gerar pelo menos seis milhões de euros por ano, segundo o assessor de turismo de Roma, Alessandro Onorato.
Parte da receita será destinada ao pagamento dos 25 atendentes de colete azul contratados para trabalhar na bilheteria e guiar as pessoas pela área cercada no topo da escadaria até a fonte.
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Os fundos arrecadados também permitiriam a entrada gratuita de moradores de Roma em diversos museus da capital italiana, afirmou.

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