CASO EPSTEIN

Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, depõe em comissão nos EUA

A comissão, controlada pelos republicanos, investiga as conexões de Epstein com figuras públicas e como as informações sobre seus crimes foram gerenciadas

Esta foto sem data, divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA em 30 de janeiro de 2026 como parte dos arquivos de Jeffrey Epstein, mostra Jeffrey Epstein com Ghislaine Maxwell em um local não identificado -  (crédito: AFP PHOTO / US DEPARTMENT OF JUSTICE)
Esta foto sem data, divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA em 30 de janeiro de 2026 como parte dos arquivos de Jeffrey Epstein, mostra Jeffrey Epstein com Ghislaine Maxwell em um local não identificado - (crédito: AFP PHOTO / US DEPARTMENT OF JUSTICE)

Ghislaine Maxwell, cúmplice do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, comparecerá nesta segunda-feira (9) a portas fechadas em uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, embora se espere que invoque seu direito constitucional de não se pronunciar. 

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Maxwell, que cumpre uma pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual de menores, comparecerá por videoconferência desde a prisão perante o Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes. 

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A comissão, controlada pelos republicanos, investiga as conexões de Epstein com figuras públicas e como as informações sobre seus crimes foram gerenciadas. 

Desde a publicação, em 30 de janeiro, de novos arquivos relacionados a Epstein, líderes políticos e empresariais de todo o mundo se viram envolvidos em escândalos ou renunciaram por seus vínculos com o criminoso sexual, embora não se esperem novas acusações. 

Maxwell pretende invocar seu direito constitucional de não se autoincriminar, garantido pela Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos. 

Seus advogados solicitaram ao Congresso que lhe concedesse imunidade para poder testemunhar, mas os congressistas rejeitaram. Sem essa proteção, sua equipe jurídica disse que ela invocará o direito de não se incriminar. 

"Prosseguir nessas circunstâncias não serviria para outra coisa senão um puro espetáculo político", afirmaram seus advogados em uma carta. 

O financista nova-iorquino foi condenado em 2008 por solicitar prostituição de uma menor. Em 2019, foi encontrado morto na prisão, enquanto aguardava julgamento por exploração sexual de mulheres, inclusive menores.

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Por AFP
postado em 09/02/2026 08:47
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