
O ativista Jesse Jackson morreu nesta terça-feira (17), aos 84 anos, nos Estados Unidos. A família confirmou a informação em comunicado. Segundo a nota, ele morreu de forma pacífica. A causa da morte não foi informada.
Na mensagem, familiares destacaram a trajetória do ativista. “Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor atraiu milhões de pessoas. Pedimos que honrem sua memória dando continuidade à luta pelos valores pelos quais ele viveu”, afirma o texto.
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Em nota, a coalizão Rainbow PUSH destacou o legado de seu fundador. “Seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global pela liberdade e dignidade. Um incansável agente de mudança, ele deu voz aos que não tinham voz – desde suas campanhas presidenciais na década de 1980 até a mobilização de milhões para se registrarem para votar – deixando uma marca indelével na história”, destacou o comunicado.
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De acordo o jornal The New York Times, Jackson foi hospitalizado, em novembro, para tratar uma doença neurodegenerativa rara, chamada paralisia supranuclear progressiva (PSP), conforme informou Rainbow PUSH Coalition. Em 2017, Jackson anunciou que tinha a doença Parkinson.
Aliado próximo de Martin Luther King Jr., Jackson assumiu papel de destaque no cenário nacional após o assassinato de King, em 1968. Ao longo das décadas seguintes, consolidou-se como uma das principais vozes na defesa da igualdade racial, da justiça social e da ampliação de direitos para minorias.
Jackson disputou a indicação do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 1984 e 1988. À época, apesar de não ter ganhado, ampliou a participação de eleitores negros e fortaleceu a agenda progressista no partido.

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