
Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado (28/2). A confirmação veio do presidente americano, Donald Trump. "Grandes operações de combate" estão em andamento, disse ele. Alertou ainda que Teerã "deve abaixar as armas ou enfrentar uma morte certa". O Irã já começou a retaliação.
A agência de notícias iraniana Fars informou que explosões foram ouvidas em cinco cidades do Irã: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e na capital Teerã. Todo o território do país está sob ataque, ainda de acordo com a imprensa iraniana. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento.
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As declarações de Trump foram feitas em um vídeo de oito minutos divulgado após o anúncio dos ataques militares ao Irã. Veja:
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) February 28, 2026
"Para os membros da Guarda Revolucionária Islâmica, as Forças Armadas e todas as polícias, eu digo esta noite que vocês devem abaixar suas armas e ter total imunidade. Ou, na alternativa, enfrentar uma morte certa. Então, abaixem suas armas, vocês serão tratados com total imunidade. Finalmente, para o grande e orgulhoso povo da Irã, eu digo esta noite que a hora de sua liberdade está em andamento", afirmou Trump sobre a Operação Fúria Épica, que tem como foco, diz o presidente, evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear.
Donald Trump também endereçou parte do discurso ao povo iraniano: "Há muitos anos vocês pedem a ajuda da América" para derrubar o regime no Irã. "Fiquem escondidos, não deixem suas casas, é muito perigoso lá fora, bombas estarão caindo em todos os lugares. Quando acabarmos, tomem o governo, será seu a tomar. Esta será provavelmente a sua única chance por gerações", afirmou.
"Então vamos ver como vocês respondem. A América está te apoiando com força devastadora. Agora é a hora de seguir o controle do seu destino e de liberar o futuro próspero e glorioso que está perto do seu alcance. Este é o momento de ação. Não deixem que passe."
Retaliação iraniana
O Irã começou retaliação imediata e afirma que todas as bases militares americanas são alvos legítimos. O contra-ataque ocorreu com uma onda de mísseis e drones contra Israel. Depois, segunda informações da Agência France-Presse, começou a atacar instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou em comunicado que o país começou a responder aos ataques conjuntos, afirmando que suas forças armadas "iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis".
Também alertou a população para que evite alvos afetados e garantiu que o governo havia tomado "medidas prévias" para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade. Escolas e universidades fecharam, mas bancos seguem funcionando até a última atualização deste texto.
Príncipe herdeiro se manifesta
O príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, se manifestou após o ataque. "Trata-se de uma intervenção humanitária; e seu alvo é a República Islâmica, seu aparato de repressão e sua máquina de matar; não o grande país e nação do Irã", escreveu em uma publicação feita no X. Ainda segundo Pahlavi, o bravo povo do Irã está "muito perto da vitória final".
Pahlavi se dirige ainda aos militares, policiais e forças de segurança do país, ao presidente Donald Trump e à população iraniana, pedindo que as forças do país se "unam à nação" afirmando que seu "dever é defender o povo, e não um regime que mantém nossa pátria como refém por meio da repressão e do crime". Do contrário, disse o príncipe, "vocês afundarão com o navio naufragado de Khamenei e seu regime".
Pahlavi termina com um apelo a Trump, que a forças militares dos Estados Unidos "exerçam a máxima cautela para proteger a vida dos civis". Ele garante que o povo iraniano é um aliado dos EUA.
Com informações da Agência Estado

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