O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o show do intervalo do Super Bowl protagonizado pelo cantor porto-riquenho Bad Bunny, no domingo (8/2). A manifestação foi feita por meio das redes sociais. Trump classificou a apresentação como uma “afronta à grandeza da América”.
Segundo o presidente, o público não teria compreendido a performance por causa do idioma. “Ninguém entende uma palavra do que ele está dizendo”, escreveu Trump, em referência ao fato de o espetáculo ter sido realizado integralmente em espanhol.
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Trump também criticou a coreografia apresentada durante o show. “A dança é nojenta, especialmente para as crianças que estão assistindo em todos os Estados Unidos e no mundo inteiro”, afirmou, na publicação.
As críticas se estenderam ao significado cultural do show. Trump declarou que o artista teria dado um “tapa na cara” do país e desqualificou o espetáculo. “Não há nada de inspirador nessa bagunça de show do intervalo e, escrevam o que eu digo, ele receberá ótimas críticas da mídia de notícias falsas, porque eles não têm a menor ideia do que está acontecendo no mundo real”, escreveu.
- Leia também: Bad Bunny no Super Bowl: como empacotador de humilde cidade porto-riquenha virou fenômeno global
Ao final da mensagem, Trump também criticaou a NFL e pediu mudanças na liga. “E, a propósito, a NFL deveria substituir imediatamente sua nova regra de kickoff ridícula. Faça a América grande novamente”, concluiu.
Bad Bunny é natural de Porto Rico, território que se tornou colônia dos Estados Unidos em 1898, após a Guerra Hispano-Americana. A apresentação marcou o primeiro show do intervalo do Super Bowl realizado inteiramente em espanhol.
O espanhol é o segundo idioma mais falado nos Estados Unidos. De acordo com levantamento do Instituto de Políticas Migratórias, divulgado em 2019, cerca de seis em cada dez pessoas no país falam ou compreendem a língua.
As declarações de Trump não surpreenderam aliados e críticos. Antes mesmo do evento, o presidente já havia classificado Bad Bunny como uma “péssima escolha” para o show do intervalo. O cantor também já se posicionou publicamente contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), órgão frequentemente defendido por Trump.
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