As autoridades francesas detiveram, nesta terça-feira (17), quatro suspeitos pelo assassinato, na semana passada, de um ativista de extrema direita, informou o promotor da cidade de Lyon.
Quentin Deranque, de 23 anos, morreu após sofrer uma grave lesão cerebral ao ser atacado por pelo menos seis pessoas durante um protesto de extrema direita contra a participação de uma eurodeputada de esquerda em um evento de uma universidade de Lyon.
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Entre os detidos está o assistente parlamentar de Raphaël Arnault, um deputado do partido de esquerda radical A França Insubmissa (LFI), indicou uma fonte próxima ao caso.
Deranque morreu no sábado em consequência dos ferimentos, dois dias depois das agressões perpetradas por pelo menos seis indivíduos mascarados e encapuzados, segundo declarações do promotor na segunda-feira.
Segundo o coletivo de extrema direita Némésis, o estudante era o responsável por garantir a segurança de vários de seus militantes que haviam ido se manifestar contra uma intervenção da eurodeputada da LFI Rima Hassan.
Alguns membros do governo do presidente Emmanuel Macron atribuíram à LFI uma "responsabilidade moral" no caso.
Diante das críticas, o partido do ex-candidato presidencial Jean-Luc Mélenchon expressou sua indignação pelo que considera o uso "político" do caso.
