
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, nesta segunda-feira (2/3), ter realizado um ataque com mísseis contra o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e contra o quartel-general do comandante da Força Aérea israelense. A declaração foi divulgada por meio de comunicado reproduzido pela agência estatal Fars.
“O gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e a sede do comandante da força aérea do regime foram atacados”, informou o braço militar ideológico da República Islâmica. Até o momento, Israel não confirmou nem comentou oficialmente as alegações.
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O ofensiva ocorre em meio ao agravamento das tensões diretas entre Irã e Israel, após um final de semana de confrontos e ameaças mútuas. O governo iraniano tem acusado Israel de realizar ataques prévios contra alvos estratégicos em seu território, incluindo instalações ligadas à segurança e à infraestrutura militar.
O anúncio do suposto ataque eleva o risco de um conflito de maiores proporções no Oriente Médio. De acordo com agências de notícias, mesmo sem confirmação imediata por parte de Israel, a declaração pública da Guarda Revolucionária tem forte peso político. Ao assumir a autoria, Teerã sinaliza disposição para confrontação aberta, ao mesmo tempo em que busca demonstrar capacidade de atingir centros de poder israelenses.
Os desdobramentos também já afetam o cenário econômico global. O aumento das tensões na região, estratégica para a produção e o transporte de petróleo, impulsionou a alta dos preços internacionais da commodity, diante do temor de interrupções no fornecimento.
Com informações da Agência France-Presse*

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