EUA X IRÃ

Trump anuncia aniquilação total da capacidade militar do Irã

Presidente dos EUA afirma que ofensiva contra o Irã destruiu forças aéreas e navais do país e diz que operação já atingiu mais de 7 mil alvos

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em um almoço com membros do Conselho do Kennedy Center no Salão Leste da Casa Branca       -  (crédito:  Annabelle GORDON / AFP)
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em um almoço com membros do Conselho do Kennedy Center no Salão Leste da Casa Branca - (crédito: Annabelle GORDON / AFP)

Durante almoço no Kennedy Center, em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta segunda-feira (16/3), que a campanha militar americana contra o Irã teria “aniquilado” a capacidade militar do país persa. “A Força Aérea iraniana foi dizimada. A Marinha foi dizimada. Muitos navios afundados. Aniquilação total”, afirmou o republicano.

Segundo Trump, mais de 7 mil alvos já teriam sido atingidos em todo o território da República Islâmica. O chefe de estado americano também declarou que Teerã teria perdido grande parte de seu arsenal de mísseis. “Eles não têm muito mais tiros para dar”, disse.

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As declarações ocorreram no momento em que Washington tenta mobilizar aliados para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. A passagem foi fechada em 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

Trump afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, deverá anunciar em breve os países que integrarão uma coalizão internacional destinada a proteger a navegação na região. O presidente, porém, demonstrou frustração com o nível de apoio de alguns aliados. “Alguns países estão muito entusiasmados, outros não. E o nível de entusiasmo importa para mim”, disse o republicano, em referência a nações que, segundo Trump foram apoiadas militarmente pelos Estados Unidos ao longo dos anos.

Trump também destacou que a economia americana depende pouco da rota marítima. Segundo ele, menos de 1% do petróleo consumido pelos EUA passa pelo estreito. Já países asiáticos e europeus teriam dependência muito maior. “Japão obtém cerca de 95% do petróleo por essa passagem. A China, cerca de 90%. Muitos países europeus também dependem bastante. A Coreia do Sul obtém cerca de 35%”, afirmou.

Trump disse ainda ter discutido o tema com o presidente da França, Emmanuel Macron, cuja resposta avaliou como “um oito, não perfeita”. Apesar da avaliação, afirmou acreditar que o país participará do esforço internacional. O presidente americano acrescentou que o Reino Unido também deverá integrar uma eventual missão de segurança no Estreito de Ormuz.

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postado em 16/03/2026 15:06
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