A brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, natural de Goiânia, foi encontrada morta na província de Quebec, no Canadá, após quase um ano de buscas internacionais. O corpo foi localizado em uma área de floresta na cidade de Coaticook, próxima à fronteira com os Estados Unidos, e a identidade foi confirmada pelas autoridades canadenses em fevereiro.
Segundo a polícia provincial de Quebec, caçadores haviam encontrado o corpo em abril de 2024, mas apenas recentemente os exames de identificação confirmaram que se tratava da brasileira. A região onde ela foi localizada fica próxima aos estados de Vermont e New Hampshire. As autoridades afirmaram que não havia sinais aparentes de violência e trabalham com a hipótese de morte por hipotermia, provocada pela exposição ao frio da região. A investigação continua em andamento.
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Natural de Goiânia, Letícia era formada em química pela Universidade Federal de Goiás e tinha mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica.
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O desaparecimento mobilizou órgãos de diferentes países e chegou a ser incluído na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo usado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas em âmbito internacional. O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Montreal e presta assistência consular à família, que agora busca recursos para realizar o traslado do corpo ao Brasil.
Ela deixa uma filha de 12 anos que vive em Goiânia sob os cuidados da avó.
Início das buscas
A mãe de Letícia registrou o desaparecimento em Goiás após perder contato com a filha. O caso passou a ser acompanhado pelo Grupo de Investigação de Desaparecidos de Goiânia. De acordo com relatos, ela atuava como missionária ligada à Igreja Adventista e havia iniciado uma viagem pela América do Sul antes de seguir para os Estados Unidos, passando por países como Argentina e Bolívia.
Registros indicam que Letícia chegou ao território norte-americano em 2023, inicialmente no Mississippi. Durante as buscas, surgiram informações de que poderia estar em Boston, mas sua presença não foi confirmada. Autoridades americanas também identificaram variações em seu nome em sistemas oficiais, como Letícia Alpes Oliveira, mantendo a mesma data de nascimento.
Em janeiro, ela tentou entrar no Canadá pela região de Buffalo, em Nova York, mas acabou impedida. Permaneceu sob custódia de autoridades migratórias dos Estados Unidos por cerca de três meses e foi liberada com a obrigação de comparecer a uma audiência de imigração marcada para 2026 em Boston. Não se tinha notícia dela desde dezembro de 2023.
Investigadores chegaram a levantar a hipótese de que Letícia tivesse buscado apoio em um abrigo feminino em Boston, mas a informação não pôde ser confirmada.
*Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca
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