geopolítica

Trump afronta Otan e chama aliados de 'covardes' após crise com Irã

Presidente dos EUA acusa países europeus de omissão na guerra e na reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto tensão global cresce com impactos no petróleo

As tensões entre os Estados Unidos e aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ganharam um novo capítulo nesta sexta-feira (20/3), após declarações do presidente Donald Trump. O republicano acusou os parceiros internacionais de falta de ação no contexto da guerra contra o Irã, afirmando que eles “não quiseram entrar na luta”.

A crítica foi feita mesmo depois de países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Holanda (integrantes da Otan), além do Japão, manifestarem disposição para colaborar na reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado por Teerã. Até o momento, no entanto, essas nações não detalharam de que forma pretendem atuar.

Localizado em uma das extremidades do estreito, o Irã anunciou o fechamento da passagem e passou a atacar embarcações que cruzam a região, considerada estratégica para o fluxo global de energia. Cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo é transportado por essa rota.

Trump afirmou que os aliados não contribuíram nem para impedir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear, nem para reabrir o estreito. Segundo ele, os países europeus se limitaram a criticar a alta no preço do petróleo. A Otan, por sua vez, reúne atualmente 32 nações, incluindo os Estados Unidos, o Canadá e 30 países europeus.

Em uma publicação na rede Truth Social, o presidente norte-americano elevou o tom das críticas: “Sem os EUA, a Otan é um tigre de papel! Eles não quiseram entrar na luta para impedir um Irã com capacidade nuclear. Agora que essa luta está vencida militarmente, com muito pouco risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz — uma manobra militar simples que é a principal razão para os altos preços do petróleo. É tão fácil para eles fazer isso, com tão pouco risco. COVARDES, e nós VAMOS LEMBRAR!”.

A fala ocorre um dia após o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, também criticar aliados europeus, classificando-os como “ingratos”.

 

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