
Um homem de 43 anos foi indiciado em Hagenbach, na França, por manter o próprio filho, de 9 anos de idade, em cativeiro dentro de uma van por mais de um ano. O garoto foi encontrado na última segunda-feira (6/4), conforme noticiou o Ministério Público do país.
De acordo com informações do portal norte-americano The Washington Post, uma denúncia foi feita por uma moradora da localidade, uma comuna francesa na região administrativa de Grande Leste, no departamento Alto Reno, onde a van ficava estacionada. Ela ouviu "barulhos de criança" vindos de dentro do veículo.
Ao destravarem a van, o menino foi encontrado pelos agentes "deitado em posição fetal, nu, coberto por uma manta e sobre um monte de lixo e perto de excrementos", de acordo com uma nota do promotor de Mulhouse, Nicolas Heitz. O promotor ainda relatou que o menino "mal conseguia andar", em decorrência de ter ficar em "posição sentada por um longo período". Ele ainda estava "pálido e manifestamente desnutrido".
O jovem também contou aos investigadores que a companheira do pai "não o queria no apartamento e queria que o internassem em um hospital psiquiátrico". O genitor, então, trancou o menino para que a internação não acontecesse. O garoto havia tomado um banho pela última vez no fim de 2024. Além de contar com uma trouxa de roupa, fazia as necessidades em uma garrafa de plástico e em sacos de lixo.
De acordo com Heitz, o pai mantinha o filho em cativeiro desde novembro de 2024, para protegê-lo da mulher. O homem morava com a companheira e outras duas filhas, de 10 e 12 anos. O filho frequentou a escola até a parte final de 2024, pouco antes de ser mantido dentro da van. A instituição arquivou o processo do pequeno pois a família havia indicado que ele seria escolarizado de outra maneira.
Em prisão preventiva, o acusado relatou que deixou o menino frequentar o apartamento em que morava com a família em maio de 2025. Naquele momento, os parentes "estavam de férias". A companheira do homem não é a mãe da criança. Ela também enfrenta acusações. No entanto, afirmou não ter notícias de nada, e negou as acusações. O promotor indicou que "Nenhum elemento médico" atestou possíveis problemas psiquiátricos na vítima.
*Com informações da AFP
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