O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (2º/4) a saída de Pam Bondi do comando do Departamento de Justiça, principal órgão responsável pela aplicação das leis federais no país. A mulher ocupava o cargo desde o início do atual mandato, no ano passado.
Nascida em Tampa, foi procuradora-geral do estado entre 2011 e 2019, tornando-se a primeira mulher a ocupar a função. Também atuou por 18 anos como promotora no condado de Hillsborough. Próxima de Trump há anos, foi uma das primeiras aliadas a apoiá-lo nas prévias republicanas e integrou sua equipe de defesa durante o processo de impeachment de 2019.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa americana, Trump estaria frustrado com a condução de alguns assuntos sensíveis de seu governo. Por exemplo, a ideia de que a procuradora não agia com rapidez suficiente para avançar em processos contra críticos e adversários políticos do presidente. Também pesou a insatisfação com a forma como foram conduzidos os documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, que trazem o nome de Trump e aliados.
Apesar das insatisfações, Trump a elogiou ao anunciar sua saída. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que Bondi é “uma grande patriota americana e amiga leal”.
"Pam Bondi serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. Pam fez um trabalho excepcional supervisionando uma repressão massiva ao crime em todo o país, com os homicídios caindo para o nível mais baixo desde 1900. Amamos Pam, e ela fará a transição para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve", escreveu.
Para ocupar o cargo, foi escolhido o atual procurador-geral adjunto, Todd Blanche, descrito pelo republicano como um jurista "respeitado e talentoso".
