Teoria da conspiração

Casa Branca comenta sobre supostos desaparecimentos e mortes de cientistas

Vítimas estariam envolvidas em pesquisas sobre óvnis e armas nucleares. Até o momento, não há qualquer evidência de conexão entre os casos

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada por repórteres, na quarta-feira (16/4), sobre a suposta ligação entre os desaparecimentos e mortes de cientistas e militares envolvidos em pesquisas relacionadas a Objetos voadores não identificados (óvnis) e armas nucleares nos Estados Unidos. 

O desaparecimento do major-general aposentado da Força Aérea William Neil McCasland, em fevereiro, reacendeu teorias da conspiração - impulsionadas principalmente por canais ligados  à direita norte-americana  — como a Fox News e o New York Post —, que ligaram o caso a outras oito ocorrências registradas desde 2024. 

McCasland, que participava de pesquisas sobre óvnis, foi visto pela última vez saindo de casa, em Albuquerque, no Novo México, no dia 27 de fevereiro. Os demais casos envolvem pesquisadores, cientistas e até um zelador de uma empresa que fornece componentes não nucleares para armas atômicas aos EUA. Pelo menos cinco deles foram encontrados mortos. Até o momento não há qualquer evidência de conexão entre as vítimas. 

Congressistas republicanos também repercurtiram a teoria. "O desaparecimento de vários cientistas e militares com ligação a pesquisas avançadas é profundamente preocupante. Já solicitei o envolvimento do FBI e continuaremos pressionando por respostas", publicou o deputado Eric Burlison, nas redes sociais. O congressista do Partido Republicano é conhecido por divulgar diversas teorias da conspiração desmentidas sobre extraterrestres e já afirmou que os óvnis seriam "anjos". 

Karoline Leavitt afirmou não ter informações sobre os casos. "Não falei com nossas agências relevantes sobre isso", declarou. "Se for verdade, é claro, isso definitivamente é algo que eu acho que este governo consideraria um trabalho que vale a pena investigar." 

Ainda nesta semana, o presidente Donald Trump também foi questionado sobre os casos. “Espero que seja aleatório, mas nós vamos descobrir na próxima uma semana e meia”, disse a repórteres sem dar mais detalhes sobre investigações. “É uma coisa séria, tomara que seja uma coincidência ou seja lá como você quiser chamar.”

 

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