
A vida de Megan Dixon mudou completamente quando ela tinha apenas 14 anos. O que começou com dificuldades para caminhar evoluiu para uma condição rara e dolorosa que deixou suas pernas travadas em um ângulo de cerca de 45 graus. Hoje, aos 21 anos, a jovem se prepara para amputar os dois membros após anos de diagnósticos inconclusivos e tratamentos sem resultado.
Moradora de Cambridgeshire, no Reino Unido, Megan contou ao tabloide britânico Daily Mail que passou grande parte da adolescência tentando entender o que estava acontecendo com o próprio corpo. Antes disso, ela havia enfrentado episódios de coqueluche e mononucleose infecciosa ainda aos 13 anos.
Pouco tempo depois, suas pernas começaram a falhar. Inicialmente, ela recebeu diagnóstico de encefalomielite miálgica, condição neurológica crônica conhecida por causar fadiga extrema e dores persistentes. Mesmo com sessões de fisioterapia, o quadro piorou rapidamente.
Segundo Megan, as pernas ficaram completamente rígidas e o restante do corpo também começou a apresentar sinais graves. Ela perdeu a capacidade de sentar sozinha, teve dificuldades para falar e chegou a entrar em um estado semelhante ao coma.
Durante uma internação em um hospital de Bristol, a britânica permaneceu mais de um ano internada. Nesse período, perdeu movimentos, força muscular e parte da visão. Mais tarde, foi transferida para uma instituição especializada em distúrbios neurológicos, onde precisou reaprender funções básicas do corpo.
Com o passar dos anos, Megan recebeu o diagnóstico de Transtorno Neurológico Funcional, conhecido como FND, condição que afeta a comunicação entre cérebro e corpo. Ainda assim, os danos em suas pernas continuaram avançando.
Ela afirma que procurou ajuda de seis cirurgiões diferentes e que cinco recusaram seu caso. Quando finalmente encontrou um médico disposto a realizar o procedimento, os joelhos já estavam comprometidos de forma irreversível.
“Passei muito tempo sendo desacreditada enquanto sentia dores insuportáveis todos os dias”, afirmou a jovem ao relatar a longa busca por respostas.
Hoje, Megan vive com dores constantes e depende de ajuda até para tarefas simples. Sem conseguir andar, ela se locomove rastejando pelo chão ou utilizando cadeira de rodas. Segundo a jovem, levantar da cama ou ir ao banheiro se tornou uma experiência extremamente dolorosa.
A amputação das pernas está prevista para agosto. Enquanto se prepara para a cirurgia, Megan tenta arrecadar dinheiro para comprar uma cadeira de rodas elétrica e equipamentos médicos que permitam recuperar parte da independência perdida nos últimos anos.
Nas redes sociais e entrevistas, Megan também passou a compartilhar mensagens para outras pessoas que enfrentam doenças graves e invisíveis. Segundo ela, “ouvir o próprio corpo pode fazer diferença diante de sintomas ignorados por anos”.
*Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.

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