Oriente Médio

Palestinos não podem ser "ignorados", diz Abbas ao relembrar "Nakba"

Fala da Autoridade Palestina se deu nesta sexta-feira (15/5) durante cerimônia pela Nakba, o êxodo de 1948, na sede das Nações Unidas

 (FILES) In this file photo taken on April 11, 2016, Palestinian president Mahmud Abbas reacts during an exclusive interview with AFP reporters in his office in the West Bank city of Ramallah. A US official said on August 30, 2025 that Palestinian Authority president Mahmud Abbas is among 80 officials being denied visas to attend next month's UN General Assembly, where France is leading a push to recognize a Palestinian state. "Abbas is affected by this action along with approximately 80 other PA officials," a State Department official said in a statement, detailing those impacted by the extraordinary decision announced on Friday by the United States, a key ally of Israel. (Photo by THOMAS COEX / AFP)
       -  (crédito:  AFP)
(FILES) In this file photo taken on April 11, 2016, Palestinian president Mahmud Abbas reacts during an exclusive interview with AFP reporters in his office in the West Bank city of Ramallah. A US official said on August 30, 2025 that Palestinian Authority president Mahmud Abbas is among 80 officials being denied visas to attend next month's UN General Assembly, where France is leading a push to recognize a Palestinian state. "Abbas is affected by this action along with approximately 80 other PA officials," a State Department official said in a statement, detailing those impacted by the extraordinary decision announced on Friday by the United States, a key ally of Israel. (Photo by THOMAS COEX / AFP) - (crédito: AFP)

O povo palestino não pode ser "ignorado", e ninguém além dele tem o direito de determinar seu futuro, declarou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, nesta sexta-feira (15/5), durante uma cerimônia pela Nakba, o êxodo de 1948, na sede das Nações Unidas. 

Desde 2023, em virtude de uma resolução da Assembleia Geral, a ONU marca oficialmente o aniversário da Nakba, que significa "catástrofe" em árabe, quando aproximadamente 760 mil palestinos fugiram ou foram expulsos de seus lares com a criação do Estado de Israel.

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"Relembrar este aniversário é reconhecer uma injustiça histórica contra o povo palestino, que permanece enraizado em sua terra, e representa um passo na direção correta para reparar esta injustiça", afirmou Mahmoud Abbas em um discurso lido pelo embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour. 

"Isto reafirma que nosso povo dinâmico não pode ser ignorado, nem tampouco o seu direito à autodeterminação, à independência, ao retorno e à soberania, como o de todas as nações".

"Ninguém neste mundo, repito, ninguém mais tem o direito de determinar o destino da Palestina, e qualquer um que ache que é possível alcançar a paz e a segurança sem respeitar os direitos dos palestinos (...) está completamente equivocado", acrescentou.

Abbas lamentou também que o cessar-fogo em Gaza "continue sendo frágil".

"Nossos compatriotas estão sendo assassinados, o território de Gaza está encolhendo e a entrega de ajuda (humanitária) continua sendo dificultada, em clara violação por parte de Israel da visão do presidente (dos Estados Unidos, Donald) Trump", insistiu, referindo-se ao cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025 sob pressão de Washington.

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Por AFP
postado em 15/05/2026 22:30 / atualizado em 15/05/2026 22:32
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