
Mais de 1.100 pessoas são consideradas casos suspeitos de ebola na República Democrática do Congo (RDC) e na vizinha Uganda, afirmou o diretor da agência de saúde da União Africana (UA) em um artigo publicado neste domingo (31/5) no Financial Times.
O diretor-geral da Agência de Saúde da UA, Jean Kaseya, assinalou que, até sábado, havia 263 casos confirmados nos dois países, com 43 mortes confirmadas.
Mais de 1.100 casos suspeitos continuavam sendo investigados, escreveu.
"Devemos agir na velocidade da epidemia", alertou Kaseya.
Os ministros da Saúde da RDC, de Uganda e do Sudão do Sul adotaram recentemente um plano de resposta de 319 milhões de dólares para enfrentar o surto.
"Esse impulso deve agora se estender por todo o continente", indicou Kaseya. "Este surto não será o último", acrescentou.
O surto foi declarado em 15 de maio em Ituri, no nordeste da RDC, um vasto país com mais de 100 milhões de habitantes e um dos mais pobres do mundo.
A cepa do vírus responsável pelo surto atual chama-se Bundibugyo. Não existe vacina nem tratamento específico para essa variante.
O vírus é transmitido entre as pessoas por meio de fluidos corporais ou da exposição ao sangue de infectados, que só são contagiosos após apresentarem sintomas. O período de incubação pode durar até 21 dias.

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