Os Estados Unidos concluíram suas operações ofensivas contra o Irã, declarou nesta terça-feira (5) o secretário de Estado, Marco Rubio, o que confirma uma comunicação oficial enviada ao Congresso quase um mês após o início de um frágil cessar-fogo.
"A operação está encerrada — Epic Fury — conforme o presidente informou ao Congresso. Concluímos essa fase", disse Rubio a jornalistas na Casa Branca.
O governo de Donald Trump tinha 60 dias, após o início das hostilidades, para informar ao Congresso sobre a guerra, iniciada sem solicitar autorização prévia.
Trump ameaçou o Irã com represálias significativas caso ataque navios americanos e, no domingo, anunciou o chamado "Projeto Liberdade" para ajudar embarcações a saírem do Estreito de Ormuz, cujo controle é reivindicado pelo Irã em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
"Esta não é uma operação ofensiva; é uma operação defensiva", disse Rubio.
"E isso significa algo muito simples: não se dispara a menos que disparem contra nós primeiro", explicou.
Israel e Estados Unidos atacaram o Irã em 28 de fevereiro, matando altos dirigentes e destruindo importantes instalações militares e econômicas, mas sem provocar o colapso da república islâmica, que respondeu com ataques de mísseis e drones em toda a região.
Trump declarou um cessar-fogo com o Irã em 8 de abril, que desde então foi prorrogado, embora as negociações com Teerã estejam estagnadas.
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Rubio afirmou que os Estados Unidos "alcançaram os objetivos" dessa etapa ofensiva.
"Esses caras enfrentam uma destruição real e catastrófica de sua economia", disse, acrescentando que Trump ainda preferia um acordo negociado com o Irã.
Rubio, ex-senador, também afirmou que não concorda com a Lei de Poderes de Guerra de 1973, que exige que o presidente notifique o Congresso em até 48 horas quando envia tropas e solicite autorização após 60 dias.
"Essa lei é inconstitucional. Ainda assim, cumprimos alguns de seus elementos para manter boas relações com o Congresso", declarou.
