Uma escultura "Danaid", de Constantin Brancusi, vendida na segunda-feira (18/5) por 107,6 milhões de dólares (538 milhões de reais), tornou-se a segunda escultura mais cara da história dos leilões, alterando uma lista dominada por obras de Alberto Giacometti, segundo um banco de dados da AFP.
Antes desta venda, as três esculturas mais caras da história eram todas obras do artista suíço Giacometti.
A partir de agora, apenas "Homem Apontando" ("L'homme au doigt"), vendida por 141,3 milhões de dólares (707 milhões de reais, na cotação atual) na Christie's em Nova York em 2015, supera "Danaid", de Brancusi, leiloada na segunda-feira pela mesma casa de leilões.
Outra obra de Giacometti, "Homem Caminhando I" ("L'homme qui marche I"), ocupa o terceiro lugar, com 104,3 milhões de dólares (522 milhões de reais).
Margit Pogany, uma jovem artista húngara que Brancusi conheceu em 1910 em Paris, onde o escultor franco-romeno (1876-1957) tinha seu ateliê, emprestou seu rosto para a escultura "Danaid".
Trata-se de um rosto estilizado coberto com folha de ouro, com olhos formados por amplos arcos de círculos.
"O ouro reservado para o rosto e a pátina negra do cabelo conferem às feições uma elegância meditativa e uma refinação semelhante à arte budista do Extremo Oriente, que Brancusi admirava", explica Marielle Tabart, especialista na obra do escultor, citada no site do Centro Pompidou.
Segundo o museu parisiense, que possui um exemplar idêntico à escultura vendida na segunda-feira, Brancusi produziu várias fundições em bronze de sua "Danaid" entre 1913 e 1918.
