
14 anos depois do assassinato de Irasema Chavez, a polícia norte-americana identificou e prendeu uma antiga amiga da vítima apontada como suspeita pelo crime.
A investigação avançou após uma nova análise genética realizada a partir de vestígios de sangue encontrados no apartamento onde Chavez foi morta, em 2012. O crime ocorreu em na cidade norte-americana de Arlington, no Texas.
O homicídio havia sido arquivado sem conclusão. A vítima foi encontrada morta dentro de casa após sofrer cerca de 100 golpes de faca. Na ocasião, os investigadores também constataram o desaparecimento de uma televisão do imóvel, item que, segundo a polícia, pode ter sido levado pela autora do crime.
Segundo a imprensa norte-americana, na época, o material genético recolhido na cena do crime passou por exames, mas não houve correspondência com nenhum perfil disponível nos bancos de dados policiais.
Em 2026, porém, as autoridades decidiram submeter a amostra a uma nova tecnologia, conhecida como genealogia genética forense, que permite cruzar informações genéticas com dados genealógicos para encontrar possíveis parentes ou conexões familiares.
A análise levou os investigadores até Mayra Velásquez, que, de acordo com a polícia, tinha uma relação próxima com a vítima e vivia nas proximidades do local do assassinato.
“A Sra. Velasquez foi, em tempos, uma amiga próxima da Sra. Chavez e morava a poucos quilômetros do local do crime”, informou a polícia em comunicado.
Para confirmar a suspeita, os investigadores obtiveram uma nova amostra de DNA de Velásquez e compararam o material com o vestígio encontrado no apartamento. Segundo as autoridades, o resultado apontou compatibilidade entre os dois perfis genéticos.
“Em maio de 2026, os detetives obtiveram uma amostra do DNA da Sra. Velasquez em lixo descartado e a enviaram para um laboratório criminal para análise. O laboratório determinou que o DNA dela correspondia à gota de sangue encontrada no suporte da televisão do quarto”, explicou a polícia texana.
Os investigadores afirmaram ainda que a presença do sangue na cena do crime pode estar relacionada ao próprio ataque.
“Os detetives observaram que é comum, durante ataques com faca, o agressor se cortar acidentalmente, e acreditam que foi assim que o sangue da Sra. Velasquez foi parar na cena do crime”, acrescentaram.

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