
Cuba enfrenta novos obstáculos para reduzir sua dependência de combustíveis fósseis e ampliar o uso de energia solar em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos. De acordo com fontes da representação diplomática cubana em Brasília, o bloqueio econômico norte-americano tem impedido a chegada de equipamentos e insumos necessários para a expansão da matriz energética renovável da ilha.
Além disso, também impede, de acordo com relatos ao Correio, a chegada de alimentos e ajuda humanitária.
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Segundo as fontes, cerca de 7 mil containers estariam retidos, dificultando o desembarque de cargas destinadas ao país. Entre os materiais afetados estariam tanto insumos de caráter humanitário quanto componentes essenciais para a instalação de sistemas de geração de energia solar.
A avaliação de interlocutores da representação diplomática é de que as restrições norte-americanas comprometem a estratégia do governo cubano de substituir gradualmente a geração baseada em petróleo por fontes renováveis.
Dependência do petróleo
A aposta na energia solar é vista por Havana como uma alternativa para reduzir a vulnerabilidade do país diante da escassez de combustíveis e das frequentes interrupções no fornecimento de eletricidade.
Nos últimos anos, Cuba tem enfrentado sucessivos apagões provocados pela combinação entre a deterioração de seu parque termoelétrico, dificuldades para importar combustíveis e limitações financeiras. Nesse contexto, o governo cubano intensificou projetos voltados à ampliação da capacidade de geração por meio de usinas fotovoltaicas.

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