Uma embarcação transportando 62 migrantes chegou até a faixa de areia, na praia de Cartagena, no sudeste da Espanha. As pessoas a bordo, desembarcaram rapidamente diante de banhistas que estavam no local. O caso ocorreu na última quinta-feira (19/8).
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a aproximação do barco e a movimentação dos passageiros na água. Segundo relatos de testemunhas, três homens com o rosto coberto estavam na embarcação.
Após a chegada à costa, os migrantes deixaram o barco e se dispersaram pela região, enquanto parte dos turistas recolhia seus pertences e se afastava da praia. Pouco depois do desembarque, a embarcação retornou ao mar.
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62 pessoas localizadas
A Guarda Civil espanhola identificou 62 migrantes após a chegada. O grupo era formado por 45 homens, duas mulheres e 15 menores de idade, segundo informações divulgadas pela rádio espanhola Cadena SER.
As autoridades informaram que todos estavam em boas condições de saúde. Os migrantes passaram por avaliação e receberam assistência da Cruz Vermelha.
Depois do atendimento inicial, o grupo ficou sob custódia das autoridades espanholas. Conforme o protocolo adotado no país, os migrantes também devem receber assistência de órgãos públicos e organizações não governamentais enquanto o processo relacionado à situação migratória é conduzido.
As autoridades afirmaram que os procedimentos para eventual deportação serão iniciados.
A chegada ocorreu em meio ao debate sobre a migração irregular na Espanha e sobre a atuação de redes que organizam travessias marítimas. A prefeita de Cartagena, Noelia Arroyo, criticou o governo de Pedro Sanchéz e defendeu o aumento da fiscalização nas fronteiras. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que o episódio demonstra a necessidade de reforçar o combate às organizações responsáveis pelo tráfico de pessoas.
Arroyo também pediu mais agentes e recursos para as forças de segurança e relacionou o desembarque à existência de rotas organizadas para a entrada irregular de migrantes no território espanhol.
O episódio ocorre após uma grave crise migratória envolvendo Ceuta. No fim de julho, milhares de pessoas, principalmente migrantes do Marrocos, chegaram à região em meio a uma situação de forte pressão sobre os serviços de acolhimento.
A crise provocou superlotação e mobilizou autoridades espanholas e marroquinas. Parte dos migrantes retornou ao Marrocos, enquanto outros permaneceram em Ceuta aguardando a definição de sua situação.
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