A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta sexta-feira (4/9), uma mudança na estrutura do mapa-múndi, ou seja, a forma como o mundo é representado em diferentes mapas.
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Em votação realizada na Assembleia, a mudança foi autorizada com 164 votos a favor. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra a proposta. O projeto foi nomeado como "Corrija o mapa". Com apoio da União Africana, incentiva a incorporação de um mapa que diminua as distorções entre as dimensões dos continentes da Terra.
O formato anterior é antigo. A projeção de Mercator, criada no século 16, tinha como objetivo facilitar a navegação marítima. Ainda é, portanto, utilizada em diversos recursos, como em meios de comunicação, materiais escolares e educacionais, e em documentos oficiais. No entanto, de acordo com a proposta, representava o tamanho das regiões do planeta de forma equivocada.
As áreas próximas aos polos, por exemplo, são visualmente maiores do que na realidade. Além disso, regiões situadas nas proximidades da linha do Equador acabam, proporcionalmente, menores do que de fato são. Como consequência, continentes como a África parecem menores em relações a outros pontos da Terra, como o norte da Europa e da América do Norte.
O principal argumento apresentado é que mapas-múndi também são ferramentas que auxiliam na maneira em que as pessoas veêm o mundo. A forma distorcida da representação pode causar efeitos cognitivos, culturais, educacionais e geopolíticos. Por isso, foi defendido uma representação que se aproximasse com mais êxito às dimensões reais dos continentes.
Confira uma comparação entre os dois modelos de representação:
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