A Justiça dos Estados Unidos determinou, nesta terça-feira (13/10), o fim das restrições aos veículos de imprensa CNN, MS Now e Político na Casa Branca. O juiz distrital Tim Kelly apontou que o presidente Donald Trump violou a constituição norte-americana ao impedir o acesso de jornalistas em setembro.
A decisão utilizou os próprios comentários do republicano para afirmar que as restrições ferem o direito à liberdade de expressão no país, e que foram motivadas por retaliação aos veículos. O processo judicial movido pelos jornais CNN, MS Now e o site Político o contra a administração Trump após a proibição continua em andamento.
“O presidente Trump provavelmente proibiu os autores da ação de entrarem na Casa Branca porque acredita que suas reportagens são, em geral, imprecisas e tendenciosas contra ele”, declarou o juiz na decisão, rejeitando as alegações do Departamento de Justiça que apontava preocupações com a segurança nacional.
O juiz, indicado pelo próprio Trump durante o primeiro mandato, também ressalta que o governo não apresentou argumentos que justifiquem a alegação de risco à segurança dos Estados Unidos na cobertura dos três portais de notícias.
O fim das restrições foi comemorado pela defesa dos veículos de imprensa. O advogado Ted Boutros afirmou, em comunicado, que o presidente já admitiu repetidamente que a proibição do acesso à Casa Branca foi uma tentativa de “forçar jornalistas a cobri-lo da maneira que ele prefere”.
À epoca do banimento, Trump afirmou, sem apresentar evidências, que a imprensa publicava notícias falsas sobre o governo e criticou cobertura da guerra no Irã.
