As autoridades espanholas anunciaram nesta segunda-feira (2) que identificaram as 69 pessoas mortas na colisão de trens de alta velocidade ocorrida na semana passada, após confirmarem a identidade de outras três vítimas.
A tragédia de quarta-feira - um dos acidentes ferroviários mais mortais da Europa neste século - obrigou os familiares das vítimas a enfrentar uma angustiante espera enquanto equipes forenses trabalhavam para identificar os mortos, em alguns casos, a partir de partes de corpos.
Uma entidade jurídica criada para realizar os trabalhos de identificação, integrada por policiais e especialistas forenses, anunciou em um comunicado divulgado no fim da noite de segunda-feira a identificação das três últimas vítimas: dois cidadãos australianos e um japonês.
Entre os mortos estão 54 espanhóis e 15 estrangeiros: quatro americanos, dois australianos, dois japoneses e um argentino, um canadense, um francês, um mexicano, um português, um tunisiano e um cidadão da República Tcheca.
O acidente foi a segunda colisão envolvendo trens de alta velocidade na Espanha neste ano e reacendeu as dúvidas sobre a segurança ferroviária do país, depois que um choque na região da Andaluzia, no sul do país, em janeiro, deixou 46 mortos.
A tragédia mais recente ocorreu quando um trem operado pela empresa estatal Renfe atingiu por trás outro comboio que estava parado, pertencente à companhia espanhola Iryo, nos arredores do município de Urda, a cerca de 150 km ao sul de Madri.
A falha de um sistema automático de segurança interrompeu a circulação de todos os trens em um trecho ferroviário de 63 km, mas um centro de controle autorizou o trem da Renfe a retomar seu percurso enquanto o outro comboio permanecia parado.
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