
O cinema brasileiro voltou aos holofotes com O agente secreto, conquistando prêmios de Melhor filme em língua não inglesa e Melhor ator em drama, com Wagner Moura, no Globo de Ouro. Também premiada no Critics Choice Awards, em Cannes e escolhida para representar o Brasil no Oscar de 2026, a obra é um exemplo de que a cultura e o audiovisual nacional seguem vivos, se reinventando e se afirmando como forma de pensar o país e projetar nossa identidade para o mundo. Tudo isso só é possível quando há apoio, visão e investimento público e privado.
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A cultura representa vetor estratégico de desenvolvimento econômico e social, capaz de gerar impactos estruturantes para o país. O cinema é uma importante indústria para a economia do país. No Brasil, a cadeia do audiovisual envolve milhares de profissionais, movimenta centenas de milhões de reais por ano e abre oportunidades para fortalecer não só nossas conexões com a sociedade, mas também nossa economia e nosso lugar no mundo.
Quando uma empresa patrocina um filme ou um festival, vai além do apoio aos artistas, pois ativa empregos, gera renda, fomenta inovação e fortalece um setor que forma novos olhares e multiplica as vozes do país. No caso de O agente secreto, a Petrobras patrocinou o longa por meio da Lei do Audiovisual, que integra um ecossistema de políticas públicas de fomento ao setor cultural brasileiro, ao lado de instrumentos como a Lei Rouanet, a Lei Aldir Blanc e a Lei Paulo Gustavo. Essas ferramentas são essenciais para democratizar o acesso ao financiamento cultural e estimular a parceria entre Estado e iniciativa privada, movimento que o governo do presidente Lula vem realizando de forma exemplar.
No caso da Lei Rouanet, empresas enquadradas no regime de lucro real podem destinar até 4% do imposto de renda devido para apoiar projetos aprovados pelo Ministério da Cultura (MinC). Trata-se de um modelo semelhante ao adotado em diversos países e que, no Brasil, ao longo de mais de três décadas, viabilizou milhares de produções e contribuiu para a consolidação da infraestrutura cultural nacional. Estudo divulgado recentemente pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo MinC aponta que cada R$ 1,00 investido por meio da Lei Rouanet gera um retorno de R$ 7,60 para a economia e para a sociedade.
A Petrobras tem sido parte ativa dessa trajetória. Em 30 anos de parceria com o cinema brasileiro, já patrocinou mais de 600 produções, de Carlota Joaquina, princesa do Brazil a O agente secreto. Por meio do Programa Petrobras Cultural, que contou com seleção pública em 2024, estamos investindo cerca de R$ 100 milhões em audiovisual, incluindo 26 longas-metragens e diversos festivais e espaços ligados ao audiovisual, em vários estados do país.
Do ponto de vista corporativo, apoiar a cultura é também estratégia de reputação e propósito. Num mundo em que consumidores exigem coerência e valores, a cultura é o espaço mais legítimo de conexão emocional entre empresas e sociedade. Um filme como O agente secreto, ao circular pelo mundo, carrega o talento artístico e a marca de todos que acreditaram nele. Bom para o Brasil e para a Petrobras.
Por isso, este é um momento oportuno para refletir sobre a corresponsabilidade entre Estado e empresas na preservação e no fomento da cultura. A retomada das produções nacionais, os festivais e o fortalecimento de políticas públicas são conquistas que precisam ser sustentadas por uma rede de apoio sólida. É hora de a sociedade enxergar o investimento cultural como política de desenvolvimento, integrada e estratégica.
Um país que valoriza seu cinema, suas artes e suas histórias constrói uma economia mais criativa e uma sociedade justa, plural e confiante em sua própria voz. Quando a luz se apaga e a tela acende, o que se apresenta é a expressão de um Brasil que acredita em si mesmo.
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