ARTIGO

Vítima da covardia e da lei

Acreditar que torturadores, estupradores e assassinos de crianças e adolescentes são capazes de se reabilitar e serem devolvidos ao convívio social é assumir o risco de novas barbáries

 Ester, de 14 anos, foi brutalmente assassinada dentro da própria casa -  (crédito: Reprodução/Redes sociais)
Ester, de 14 anos, foi brutalmente assassinada dentro da própria casa - (crédito: Reprodução/Redes sociais)

Abusadores de crianças e adolescentes deveriam apodrecer na cadeia. Somente a jaula é capaz de conter o avanço deles sobre vulneráveis. Mantê-los trancafiados, porém, é impossível neste país, por causa das nossas generosas leis, que beneficiam até mesmo essa escória. Não importa quão sórdido tenha sido o crime que cometeram, os seres repugnantes conseguem progredir de regime e, logo, voltam às ruas. Ganham passe livre para vitimar mais inocentes.

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Inocentes como Ester, de 14 anos, brutalmente assassinada dentro da própria casa — justamente o lugar onde deveria estar segura. Ela foi encontrada no quarto da residência, em Planaltina, com sinais de agressões no pescoço e no rosto. A morte ocorreu por asfixia e esganadura. A polícia apura, também, a suspeita de tentativa de estupro. O acusado da crueldade era namorado da mãe da adolescente e tem um histórico de crimes graves — passagens pela polícia por estupro de uma criança e da própria mãe dele, além de roubo, desacato e uso e posse de drogas. Mesmo com uma folha corrida assim, estava em prisão domiciliar! Veja o que é a nossa lei. O abuso sexual que cometeu contra uma menina de 11 anos deveria ter sido suficiente para que passasse longos anos na prisão. Mas no Brasil não funciona dessa forma.

Por aqui, além de a Constituição proibir penas de caráter perpétuo, criminosos não cumprem nem a totalidade das sentenças, tantas são as benesses da nossa legislação. O objetivo, dizem os especialistas, é a ressocialização. Mas para todos os tipos de infratores? Acreditar que torturadores, estupradores e assassinos de crianças e adolescentes são capazes de se reabilitar e serem devolvidos ao convívio social é assumir o risco de novas barbáries. Não há recuperação possível para essa corja.

Ante a vulnerabilidade de suas vítimas, algozes de meninos e meninas tinham de ser punidos exemplarmente, de forma diferenciada. Cumprir sentenças longas e no regime fechado, sem regalias de nenhum tipo, sem direito à progressão.

A cada vez que um predador deixa mais cedo a prisão, mais vidas são colocadas em perigo, mais vidas ficam entregues à própria sorte. Ester foi assassinada por uma criatura abjeta, sim, mas também foi vítima de uma legislação frouxa, que favorece até mesmo os criminosos mais perversos e covardes.

 

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postado em 22/01/2026 06:00
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