
Está chovendo em plena seca de Brasília. Mas não posso dizer que seja algo totalmente inesperado. Porque hoje o que se espera é o estranho, o pouco previsível. Os efeitos climáticos da nossa destruição até aqui só estão começando. Portanto, entre enchentes e calor insuportável, tudo pode acontecer. O céu já podia estar mais colorido no quadradinho, mas ainda oferece um espetáculo incrível ao nascer e ao morrer, especialmente se você estiver numa canoa no Lago Paranoá.
Mas nem era sobre o tempo que eu pensei em escrever, então me desculpe o início dessa conversa de elevador. Era um ensaio sobre o calor do imprevisível, sobre a graça — e muitas vezes o susto — de não saber. Quero falar sobre o jogo que ainda não aconteceu, mas, quando você ler este texto, já saberá o resultado.
Você já sabe se a Seleção ganhou ou perdeu; se foi lindo de ver ou foi uma versão pior de um amistoso. Você já está de ressaca e eu aqui, nesse momento, ainda na espera. Brasil em campo logo mais, nervoso interno, frio na espinha, arrepio na pele, os amigos se reunindo, o trabalhador apressado voltando pra casa, o trânsito calmo depois do engarrafamento, a confusão dos botecos, o atrasado sentando no último canto disponível no tapete, o jornal fechando atrasado para dar o resultado… Mas esta página aqui já baixou, já foi, imprimiu. E amanhã o on-line reproduz minha expectativa, ainda uma emoção, ainda só uma esperança. É bom também.
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O presidente Lula falou que Copa se não se joga, se ganha. Disse que Ancelotti vai virar herói se ganhar a Copa. O treinador da Seleção Brasileira tem fé, e eu posso dizer que tenho fé na fé dele. Li que é devoto de São Pio de Pietrelcina, frequentador do santuário em San Giovanni Rotondo, lugar de profunda conexão com Deus, na Itália. Estive lá não faz muito tempo e, se soubesse, teria depositado uma vela em sua intenção. E ele tem um jeito meio Zagallo, concordam?
O Velho Lobo tinha uma história com o número 13. Ancelotti entra em campo dia 13. Nesta data, completa exatamente 13 jogos pela Seleção, conforme nos informa Marcos Paulo Lima, na coluna Drible de Corpo, listando várias outras coincidências com o 13. Na Copa, vale superstição. Vale quase tudo na verdade.
Marcos Paulo está nos Estados Unidos para a cobertura da Seleção mais uma vez, assim como o repórter Victor Parrini. Mandam notícias do front para todas as plataformas. Ele e equipe de Esportes produziram um primoroso Guia da Copa publicado na última quinta-feira no impresso e no digital. A propósito, nas redes sociais do jornal, você também pode acompanhar a série O Correio estava lá, em que Ronayre Nunes, Gabriel Botelho Roberto Fonseca, Anna Júlia Castro, Isac Mascarenhas, Ana Raquel Lelles e Mariana Niederauer mostram curiosidades de todas as Copas.
Do estúdio da Redação, Vinicius Doria e Leonardo Moisés fazem análises para o canal no YouTube. No CB.Poder, uma parceira do Correio e TV Brasília, as entrevistas trazem comentários sobre a Copa. Nos reels,Toda a nossa Redação está 100% com o coração na Copa do Mundo, apesar de tantos outros assuntos importantes. E eu, neste espaço, sigo com um passo atrás e outro lá na frente. Sacando um verbo ambíguo, sem querer antever resultado, só posso ter uma certeza: superamos Marrocos!
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