COPA DO MUNDO

A tabela de Messi com astros

Messi driblou o protocolo oficial de entrevistas dos capitães e dos técnicos da Espanha e da Argentina. As perguntas direcionadas a Messi não foram da imprensa

Tive a honra de participar, ontem, de um momento histórico na Copa do Mundo. Nem gosto de usar "histórico", uma palavra tão banalizada e transformada em clichê no nosso tempo, mas, sim, foi. Lionel Messi participou, talvez, da última entrevista coletiva em seis edições disputadas no principal torneio da Fifa. Tímido, estava com aquela fisionomia expressando: "O que estou fazendo aqui?".

Não era um contato com jornalistas. Messi driblou o protocolo oficial de entrevistas dos capitães e dos técnicos da Espanha e da Argentina. Não deu as caras. O goleiro Dibu Martínez e o técnico Lionel Scaloni assumiram a missão. Do outro lado, o dono da faixa de La Roja, Rodri, e o dono da prancheta, Luis de la Fuente, no quinto andar do Javits Center, em Nova York. De repente, Messi surpreende. Aparece dois pavimentos abaixo em um evento oficial da Fifa para torcedores — o Fanatics Fest 2026. O evento anual é uma Expo, feira de esportes em Manhattan.

As perguntas direcionadas a Messi não foram da imprensa. Astro aposentado da NBA, Tom Brady foi quem fez a pergunta mais relevante. O ex-esposo da modelo Gisele Bundchen pegou o microfone e questionou sobre a icônica imagem de Joan Monfort, na qual o craque eleito oito vezes melhor do mundo dá banho no bebê Lamine Yamal em 2007. A Pulga tinha 19 anos, como mostrou a reportagem de ontem do Correio.

Lionel Messi respondeu: "Lamine é um grandíssimo jogador. Ele joga em um clube que eu amo. Eu sempre lhe desejo o melhor. E sobre a foto, é uma loucura, porque na minha vida eu também fiz uma foto com vários bebês, e estamos os dois tentando uma Copa do Mundo. É uma loucura", disse o craque, saudado por uma legião histérica de fãs no espaço restrito a poucos no evento de Gianni Infantino.

Em seguida, Messi fez elogios a Lamine Yamal. "Ele é um dos melhores do mundo neste momento, sem dúvidas. Enfim, é uma loucura. Desejo sucesso, porque ele joga no Barcelona também, e, bom, tentaremos fazer uma boa partida para que ele não entregue a melhor versão. Mesmo que seja difícil, tentaremos, tanto ele como a Espanha, que não é só o Lamine, que é um grande jogador. Que ele tenha um grande jogo, e, bom, nós também", respondeu, sob aplausos.

O tenista sérvio Novak Djokovic também levantou o dedo na rápida inquisição. O colecionador de 24 títulos de Grand Slam perguntou a Messi como ele alivia a pressão. "Nós seguimos jogando o futebol, com muita paixão, com muita vontade de sempre jogar, competir. Desde quando estávamos em qualquer dia, sem conhecer o lugar, sem nenhum colega no campo, ou em alguma equipe, ou estávamos todos em alguma equipe no nosso bairro, muito pequeno, enfim, acho que nós sempre pensamos com a atenção para que passemos como algo natural, de jogar, de se divertir, de competir, porque no final somos um grupo competitivo, que não gosta de perder, Mas é um esporte, um esporte coletivo, que o rival sempre joga também, e que nem sempre se pode ganhar. Eu aprendi a entender que também se perde mais do que se ganha, e isso me fez crescer como pessoa e como jogador", encerrou Messi, observado de perto por outro gênio, Kevin Durant, bicampeão da NBA, a liga norte-americana de basquete. Sim, foi uma tabelinha histórica. Memorável.

 

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