Tomé Franca — ministro de Portos e Aeroportos
Há quem veja um aeroporto apenas como uma pista de pouso e decolagem, um espaço de encontros e despedidas. É inegável que um sítio aeroportuário tem como função precípua promover conexões, mas nós, que atuamos no dia a dia do setor, enxergamos muito mais do que isso. Enxergamos oportunidades chegando, famílias se aproximando, empresas investindo, turistas descobrindo novos destinos e regiões inteiras ganhando novas perspectivas de desenvolvimento. Em um aeroporto as decolagens vão além das aeronaves.
Fazer uma região decolar. É essa a essência do Programa AmpliAR, criado pelo Ministério de Portos e Aeroportos para levar investimentos e gestão qualificada a aeroportos regionais, transformando estruturas muitas vezes subutilizadas em verdadeiros motores de crescimento econômico e social.
O primeiro leilão do programa, realizado em novembro de 2025, marcou o início dessa transformação. Treze aeroportos regionais passaram a integrar contratos de concessão que vão assegurar investimentos, modernização da infraestrutura, mais eficiência operacional e a prestação de melhores serviços para a população.
Mas os impactos do programa na aviação regional vão além dos terminais aeroportuários. Cada aeroporto fortalecido representa mais turismo, mais negócios, mais empregos, maior acesso à saúde e à educação e melhores condições para que empresas escolham investir no interior do Brasil. Em muitas cidades, o aeroporto deixa de ser apenas um equipamento público e passa a ser um símbolo de esperança e de futuro.
Em uma segunda etapa, estamos construindo uma nova entrega de concessões contemplando 10 aeroportos regionais, que serão incorporados ao leilão do Aeroporto Internacional de Brasília. A nova gestora, que arrematar o ativo na capital federal, incorporará em seu contrato outros 10 terminais aéreos (nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Bahia) que são estratégicos para o crescimento regional, com perfis que vão desde o atendimento ao arranjo produtivo da agricultura até o fomento ao turismo.
Junto às obrigações do vencedor desse leilão, que incluem a realização de melhorias da infraestrutura nos 10 aeroportos regionais acrescidos ao contrato, o novo gestor do Aeroporto Internacional de Brasília terá que realizar um investimento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão para, entre outras ações, construir um novo píer internacional, um edifício garagem, uma nova alternativa de acesso viário por meio do Parway e realizar intervenções que tragam mais segurança nas operações aeroportuárias.
Com esse movimento, estamos reforçando mais uma vez nosso compromisso com a aviação regional enquanto garantimos avanços substanciais no aeroporto da nossa capital, um dos mais movimentados do país e um dos mais importantes da América do Sul.
A largada foi promissora e estamos apenas começando. Até o fim deste ano, além dos 10 terminais incorporados ao leilão de Brasília, trabalhamos para incluir outros oito aeroportos regionais aos contratos de concessão. Se atingirmos esse objetivo e somando a primeira fase do programa, teremos possibilitado a concessão de 23 a 31 aeroportos.
A comparação revela a dimensão desse avanço. Nos 14 anos anteriores, o Brasil concedeu a gestão de 59 aeroportos. Agora, temos a possibilidade de alcançar, em pouco mais de um ano, mais da metade de tudo o que foi realizado ao longo de mais de uma década.
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Esse resultado não acontece por acaso. É fruto de planejamento, diálogo permanente com o mercado, da construção de um ambiente com segurança jurídica e da convicção de que o investimento em infraestrutura aeroportuária é uma das formas mais eficientes de promover desenvolvimento, reduzir desigualdades e melhorar a vida das pessoas.
Cada concessão demonstra para a região onde está localizado o aeroporto que ela tem potencial para contribuir com o futuro do Brasil que estamos construindo. É exatamente essa visão que orienta o governo do presidente Lula. Estamos retomando a capacidade de planejar, investir e criar condições para que o crescimento econômico alcance todas as regiões do país, especialmente aquelas que historicamente receberam menos oportunidades.
O olhar para os aeroportos regionais deixa claro que o Brasil voltou a acreditar na força da infraestrutura como instrumento de transformação social. Não estamos apenas assinando contratos, mas abrindo portas para novos investimentos, fortalecendo economias locais e criando oportunidades para milhões de brasileiros. É a prova de que, quando há planejamento, foco e compromisso com o desenvolvimento, o Brasil avança mais rápido.
Conectar cidades e fazer a economia circular é importante. Mas é conectar pessoas às oportunidades o que nos move diariamente. É isso que realmente promove a transformação de um país.
