Artigo

Meu voto de domingo

Quando eu for votar domingo, levarei comigo as lembranças do nosso passado recente e estarei refletindo, também, sobre o nosso presente

. -  (crédito: caio gomez)
. - (crédito: caio gomez)

Quando eu for votar domingo, levarei comigo as lembranças do nosso passado recente, de um país que sofreu com o enfraquecimento das políticas públicas, com a devastação ambiental, com o desrespeito diário, com as tentativas de derrubar a democracia. Terei em mente que enfrentamos uma pandemia justamente quando estávamos sob um governo negacionista da ciência, e o saldo foi de mais de 700 mil mortos. Vou me recordar dos especialistas dizendo que pelo menos 400 mil dessas mortes poderiam ter sido evitadas se autoridades públicas tivessem agido com rapidez e responsabilidade. Mas o que fizeram foi protelar a compra de vacinas, sabotar medidas de prevenção, tentar demover a população de se imunizar e recomendar medicamentos ineficazes contra o vírus. E enquanto o povo sofria, o então presidente debochava. Não esqueço jamais.

Quando eu for votar, estarei refletindo, também, sobre o nosso presente. Esses quatro anos de conquistas, reconstruções e retomadas, após aquela temporada sombria. Ciente, claro, de que há muito a ser feito ainda, mas que são múltiplos os avanços. Um deles me é especialmente caro: saímos novamente do Mapa da Fome.

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Não precisa ter passado por esse flagelo para atestar a dimensão de uma vitória como essa, mas sei de experiência própria. Sou de uma família que conheceu a pobreza extrema. Muitas vezes, dependíamos da solidariedade alheia para ter comida no prato. Meus pais enfrentaram humilhações na busca do nosso sustento. Quem já lidou com esse sofrimento ou tem consciência dele percebe a importância dos programas sociais, como o Bolsa Família. Não tripudia de um auxílio que mata a fome de crianças, não defende sua extinção, não classifica seus beneficiários como preguiçosos.

Estarei pensando nas conquistas que alcançamos no meio ambiente, na educação, na saúde, nos direitos trabalhistas, nas políticas sociais em geral. Enfatizo o avanço na imunização. Estamos mais perto de atingirmos as altas coberturas vacinais, graças a uma gestão que reconhece a importância da ciência e trabalha para recuperar a confiança da população nos imunizantes. Uma gestão que cumpre o seu dever de zelar pela saúde do povo. 

A dor do passado, as vitórias do presente e a confiança no futuro, de continuarmos a ser um país democrata, soberano, que luta contra as desigualdades, que busca justiça social, tudo isso estará no meu voto de domingo. 

 

 

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postado em 22/10/2026 05:00
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