Congresso

Câmara instaura processo que pode tirar mandato de Flordelis

Acusada de assassinato, deputada será julgada por quebra de decoro parlamentar pelo Conselho de Ética nas próximas semanas. Decisão da Mesa Diretora foi unânime

Jéssica Gotlib
postado em 28/10/2020 13:06 / atualizado em 28/10/2020 13:09
Deputada é acusada de ser a mandante do assassinato do marido -  (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Deputada é acusada de ser a mandante do assassinato do marido - (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu, por unanimidade, dar prosseguimento à investigação por quebra de decoro parlamentar contra a deputada federal Flordelis (PSD-RJ). Acusada de ser a mandante do assassinato do marido, Anderson do Carmo, Flordelis está respondendo ao processo em liberdade por ter imunidade parlamentar. Agora, ela poderá perder o mandato por decisão da Comissão de Ética da Casa.

Ao anunciar o prosseguimento do processo na manhã desta quarta-feira (28/10), o corregedor da Câmara, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA) afirmou que a congressista “não apresentou as provas contrárias para as acusações de quebra de decoro”. “O relatório foi aprovado de forma unânime. Será encaminhado o caso da deputada Flordelis para a Comissão de Ética que, segundo o presidente, será encaminhada e retomada na próxima semana”, explicou Bengtson.

Essa última parte da fala do corregedor é importante, porque, assim como outras comissões permanentes, a de Ética está com os trabalhos suspensos durante a pandemia. Ainda de acordo com Bengtson, os deputados já costuram acordos para que os colegiados possam ser retomados, mesmo que remotamente, a partir da próxima semana. “Acredito que, com mais uma semana de prazo, esse projeto já chegue à comissão”, declarou.

Investigações

O caso Flordelis ganhou desdobramentos surpreendentes quando as investigações revelaram diversos planos anteriores dela e dos filhos para a morte de Anderson, além de depoimentos de testemunhas que afirmavam que a deputada e o marido mantinham relações sexuais com alguns dos filhos e “ofereciam” filhas a pastores. Apesar disso, a deputada continua alegando inocência, segue fazendo cultos e chegou a exibir a tornozeleira eletrônica em um vídeo postado no Facebook.

 

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